Nova política educacional aposta na formação desde a infância para prevenir o feminicídio.
O enfrentamento à violência de gênero passa a integrar oficialmente o ambiente educacional no Brasil. Os ministérios da Educação e das Mulheres regulamentaram, nesta semana, a inclusão de conteúdos voltados à prevenção da violência contra mulheres, crianças e adolescentes nos currículos da educação básica e superior.
A iniciativa coloca em prática a Lei nº 14.164/2021, com o objetivo de promover, desde cedo, valores como respeito, igualdade e proteção, atuando diretamente na prevenção de comportamentos violentos.
O conteúdo será adaptado de acordo com a faixa etária dos estudantes. Na educação infantil e no ensino fundamental, a abordagem será voltada para noções de respeito mútuo, direitos humanos e proteção do próprio corpo. Já no ensino médio, os alunos terão contato com temas mais aprofundados, como a Lei Maria da Penha, relações saudáveis e canais de denúncia.
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No ensino superior, o tema será incorporado aos planos pedagógicos de cursos de graduação e pós-graduação, preparando profissionais de áreas como saúde, direito e psicologia para lidar com situações de violência de forma mais qualificada.
Outra medida anunciada é a criação das chamadas “cuidotecas” em universidades federais, espaços destinados ao acolhimento de crianças. A proposta busca oferecer suporte a mães estudantes e trabalhadoras, reduzindo a evasão acadêmica por falta de assistência.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o papel da escola na transformação social, enquanto a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforçou a importância da educação como ferramenta essencial para mudanças culturais.
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A medida representa um avanço na política pública de enfrentamento à violência de gênero, ao integrar o tema de forma estruturada na formação das novas gerações.