Indústria, tecnologia e exportadores estão entre os principais beneficiados da nova linha de financiamento
O governo federal anunciou a liberação de R$ 15 bilhões em crédito direcionado a setores econômicos considerados mais impactados pelas tensões no Oriente Médio e pelas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A medida também contempla áreas estratégicas com déficit na balança comercial brasileira, como tecnologia da informação, indústria farmacêutica e setor químico.
O pacote faz parte da segunda etapa do Programa Brasil Soberano e será operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A iniciativa busca fortalecer empresas afetadas por dificuldades no comércio exterior e estimular a produção nacional.
Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o objetivo é apoiar tanto exportadores prejudicados por barreiras comerciais quanto setores essenciais para o avanço tecnológico do país. Entre os mais atingidos estão segmentos como aço, alumínio e cobre, além de peças automotivas e móveis, que enfrentam tarifas elevadas no mercado norte-americano.
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O acesso ao crédito será dividido em três grupos. O primeiro contempla empresas exportadoras industriais e seus fornecedores que sofreram impacto direto das tarifas dos Estados Unidos. O segundo inclui setores estratégicos ligados à inovação e modernização produtiva, como têxtil, farmacêutico, automotivo e tecnologia. Já o terceiro grupo abrange empresas que exportam para países do Golfo Pérsico, região afetada por instabilidades recentes.
As linhas de financiamento poderão ser utilizadas para capital de giro, investimentos em expansão produtiva, aquisição de equipamentos e inovação tecnológica. As taxas de juros variam entre 0,94% e 1,41% ao mês, dependendo da modalidade e da forma de contratação, com prazos de pagamento que podem chegar a até 20 anos e carência de até quatro anos para início da quitação.
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A expectativa do governo é que a medida contribua para reduzir os impactos das crises externas, fortalecer a indústria nacional e ampliar a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.