Trâmite foi adiado no ano passado diante das resistências de Alcolumbre
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai enviar em fevereiro, com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, a mensagem presidencial que oficializa a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).
O envio havia sido adiado no ano passado diante da resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso.
Gleisi afirmou acreditar que a sabatina de Messias será pautada em breve no Senado, mas evitou entrar em detalhes sobre as negociações políticas entre Lula e Alcolumbre. Nos bastidores, é esperado um novo encontro entre os dois para acertar o trâmite da indicação.
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Lula anunciou publicamente o nome de Jorge Messias em 20 de novembro de 2025, mas optou por não encaminhar imediatamente a mensagem ao Congresso. A estratégia foi dar tempo para que o indicado fizesse articulações junto aos senadores, que agora irão sabatiná-lo e decidir se aprovam ou não a nomeação.
Na época, a avaliação no Palácio do Planalto era de que Messias enfrentava resistência de senadores do Centrão, além da oposição de Alcolumbre, o que travou o avanço do processo.
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A indicação de Jorge Messias reforça a estratégia de Lula de nomear ministros de sua estrita confiança para o STF, a exemplo de Cristiano Zanin e Flávio Dino, indicados neste terceiro mandato. Além disso, a escolha também é vista como um aceno ao eleitorado evangélico, segmento no qual o presidente enfrenta maior rejeição, segundo pesquisas recentes.