Governo brasileiro vê tentativa de interferência e barra a entrada de funcionários de Trump que pretendiam lançar dúvidas sobre as eleições
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou o visto de entrada para dois oficiais norte-americanos que pretendiam viajar ao Brasil para discutir questões relacionadas ao sistema eleitoral brasileiro, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (25).
De acordo com fontes ouvidas pelo Metrópoles, o pedido de entrada foi protocolado no Consulado brasileiro em Washington no último dia 20. A delegação seria formada por Riley M. Barnes, secretário de Estado adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado dos Estados Unidos, e Samuel D. Samson, subsecretário adjunto do mesmo órgão.
Segundo informações obtidas pela reportagem, os representantes americanos planejavam encontros com o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e com “autoridades eleitorais” para tratar de temas como liberdade de expressão e as eleições previstas para outubro.
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A possível visita ganhou repercussão após reportagem do jornal norte-americano The Washington Post apontar que a missão teria como objetivo questionar a transparência e a integridade do processo eleitoral brasileiro.
O governo brasileiro avaliou a iniciativa como uma possível tentativa de interferência nas eleições e decidiu impedir a entrada dos representantes americanos.
A decisão ocorre após declarações de Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas brasileiras. O senador afirmou que parte dos equipamentos teria relação com a empresa venezuelana Smartmatic, informação que já foi negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Segundo o TSE, a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem participou do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições brasileiras.