Ministro disse que não há espaço para discutir aumentos no período de transição e que não houve compromisso firmado entre Lula e Alcolumbre em jantar recente
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou nesta sexta-feira (7) que o governo federal não pretende alterar o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e põe fim à escala 6x1. Segundo ele, a prioridade agora é acelerar a votação da matéria no Senado.
A declaração foi feita após uma reunião com representantes de centrais sindicais. De acordo com Boulos, o governo rejeita propostas que criem um período de transição prolongado ou mecanismos de compensação financeira às empresas, defendendo que a redução da jornada entre em vigor assim que a PEC for aprovada definitivamente.
O ministro também cobrou que o Senado dê andamento à proposta, argumentando que o tema já foi amplamente debatido e possui forte apoio entre trabalhadores e entidades sindicais. A expectativa do governo é que a matéria avance ainda neste semestre.
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A PEC prevê a redução da jornada semanal de trabalho para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. O texto faz parte da agenda trabalhista do governo e é tratado como uma das principais prioridades na área social.
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Enquanto sindicatos defendem a aprovação imediata da proposta, representantes do setor empresarial continuam manifestando preocupação com os impactos da mudança sobre os custos das empresas e a geração de empregos. O debate deve seguir no Congresso nas próximas semanas.