O Ministério de Portos e Aeroportos e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realizaram nesta quinta-feira (26) o primeiro bloco de arrendamentos portuários de 2026. Três terminais foram concedidos à iniciativa privada, em leilão realizado na sede da B3, em São Paulo.
Os terminais leiloados ficam nos portos de Santana (AP), Natal (RN) e Porto Alegre (RS). O critério adotado foi o maior valor de outorga, e todos os lotes tiveram apenas um proponente.
A CS Infra venceu o leilão do terminal no Porto de Santana, no Amapá, oferecendo R$ 2 como valor de outorga. O contrato prevê investimentos de R$ 150,2 milhões ao longo de 25 anos, com foco no escoamento de grãos e cavaco de madeira. O leilão havia sido temporariamente suspenso por decisão judicial, mas a liminar foi cassada, permitindo sua realização.
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Em Natal, o terminal NAT01 foi arrematado pela Fomento do Brasil Mineração, com outorga de R$ 50 mil e previsão de R$ 55,17 milhões em investimentos. A concessão terá duração de 15 anos e será voltada principalmente ao escoamento de granéis minerais, como minério de ferro.
Já em Porto Alegre, o terminal POA26 foi vencido pelo Consórcio Portos do Sul, que ofereceu R$ 10 mil. O projeto prevê R$ 21,13 milhões em investimentos para movimentação e armazenagem de granel sólido, com contrato de 10 anos.
A estimativa do governo é que os três contratos somem cerca de R$ 226 milhões em investimentos privados, destinados à modernização da infraestrutura portuária e ao fortalecimento da logística nas regiões Norte, Nordeste e Sul.
O ministro Silvio Costa Filho, que acompanhou o leilão, afirmou que o Brasil vive o “melhor momento da infraestrutura” e que a meta é realizar 18 leilões portuários ao longo de 2026.
Inicialmente, o bloco contaria com quatro terminais, incluindo o terminal de passageiros do Recife, com previsão de R$ 2,3 milhões em investimentos e concessão de 25 anos. No entanto, o certame foi adiado por 180 dias a pedido da autoridade portuária local, sem nova data definida.
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O resultado reforça a estratégia do governo de ampliar a participação privada na gestão portuária como forma de impulsionar investimentos e competitividade no setor.