Documento que renova estado de emergência por mais um ano acusa o Brasil de perseguir um ex-presidente e seus familiares e apoiadores
O governo dos Estados Unidos, comandado pelo presidente Donald Trump, renovou por mais um ano a ordem executiva que declara emergência nacional em relação ao Brasil e voltou a mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos argumentos para justificar a medida. A decisão foi publicada pela Casa Branca e mantém em vigor o decreto editado em julho de 2025.
No documento, o governo americano afirma que integrantes das autoridades brasileiras estariam promovendo uma perseguição política contra Bolsonaro, seus familiares e apoiadores. A ordem também repete críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), citando supostas restrições à liberdade de expressão, decisões envolvendo plataformas digitais e alegadas violações de direitos humanos.
Apesar da renovação da ordem executiva, a medida tem caráter essencialmente administrativo e não restabelece as tarifas de 40% aplicadas anteriormente ao Brasil. Essas sobretaxas haviam sido anuladas pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou inadequado o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para impor sanções comerciais a países parceiros.
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Segundo especialistas, a prorrogação atende a uma exigência da legislação americana, que determina a renovação anual de decretos de emergência nacional. Assim, a decisão preserva a validade jurídica da ordem executiva, mas não cria novas punições econômicas nem altera o cenário atual das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
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A renovação, no entanto, reforça o clima de tensão diplomática entre os dois países. O governo brasileiro continua contestando as medidas adotadas por Washington e busca reverter os efeitos da crise por meio de negociações diplomáticas e de recursos apresentados em organismos internacionais.