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Governos europeus recomendam que famílias guardem dinheiro em casa para emergências
Foto: Lionel Allorge/ Wikimedia Commons

Holanda, Áustria e Finlândia orientam moradores a manter reserva em espécie para despesas essenciais se a infraestrutura digital colapsar

Governos europeus passaram a recomendar que famílias mantenham dinheiro em espécie em casa para cobrir despesas essenciais por alguns dias em situações de emergência, como apagões, desastres, guerras ou ataques cibernéticos. A orientação acompanha estudos do Banco Central Europeu (BCE), que identificaram aumento na procura por cédulas quando há falhas na infraestrutura de pagamentos ou queda na confiança no sistema financeiro.

 

Na Holanda, a recomendação é manter € 70 por adulto e € 30 por criança, quantia considerada suficiente para 72 horas de despesas básicas, como alimentação, medicamentos, água e transporte. As autoridades também orientam que sejam guardadas notas e moedas de diferentes valores para facilitar as compras caso os estabelecimentos não tenham troco.

 

Na Áustria, a orientação é de € 100 por pessoa. Já a Finlândia não estabelece um valor fixo, mas recomenda que cada família calcule quanto precisaria para se manter durante três dias sem acesso a cartões ou outros meios de pagamento eletrônico.

 

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A Suécia recomenda, quando possível, ter dinheiro suficiente para uma semana de compras domésticas. Na Alemanha, a orientação considera estoques para até dez dias, sendo três dias apontados como um período mínimo de preparação.

 

A importância do dinheiro físico ficou evidente durante o apagão que atingiu a Península Ibérica em 28 de abril de 2025. Mais de 50 milhões de pessoas foram afetadas pela interrupção no fornecimento de energia e nas telecomunicações. Com terminais de pagamento e caixas eletrônicos fora de operação, os gastos presenciais com cartões caíram entre 41% e 42% nas áreas afetadas, enquanto o comércio eletrônico espanhol recuou cerca de 54%.

 

Essa parcela de dinheiro físico funcionaria como camada de segurança em caso de emergências digitais

Essa parcela de dinheiro físico funcionaria como camada

de segurança em caso de emergências digitais 

(Foto: Santeri Viinamäki / Wikimedia Commons)

 

Após a retomada dos serviços, os saques em dinheiro aumentaram significativamente. Segundo pesquisadores, o comportamento mostra que as cédulas funcionam como uma alternativa ao sistema digital quando há falhas na infraestrutura de pagamentos.

 

A procura por dinheiro vivo também aumentou após a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022. Países da zona do euro próximos à região do conflito registraram alta estimada de 36% na emissão líquida diária de cédulas durante o primeiro mês da guerra.

 

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Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Eslováquia estiveram entre os países que registraram os maiores aumentos. Para os pesquisadores, a proximidade do conflito contribuiu para elevar a busca por uma forma de pagamento que pudesse ser utilizada mesmo diante de possíveis interrupções em sistemas considerados essenciais. 

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