Paralisação começou em 10 de setembro. TST considerou movimento não abusivo, determinou compensação dos dias parados e definiu reajuste salarial de 4,09%
A greve dos trabalhadores dos Correios chegou ao fim após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar o retorno da categoria às atividades nesta sexta-feira (25). A paralisação havia começado em 10 de setembro, depois que as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo entre a empresa e os funcionários.
Em julgamento realizado na quinta-feira (24), a Seção de Dissídios Coletivos do TST decidiu, por maioria, que a greve não foi abusiva. A Corte também determinou que os dias parados não sejam descontados dos salários, mas deverão ser compensados pelos trabalhadores. Durante a paralisação, o tribunal havia determinado a manutenção de pelo menos 80% do efetivo em atividade.
O TST também definiu reajuste salarial de 4,09%, retroativo a 1º de agosto, data-base da categoria. Benefícios vinculados aos salários, como vale-refeição e bolsa-creche, também terão correção pelo mesmo percentual.
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Um dos principais pontos de conflito durante as negociações foi o plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e dependentes. A decisão do tribunal prevê mudanças no modelo de assistência, enquanto as regras atuais continuam valendo até a implantação do novo formato.
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Com o fim da paralisação, os serviços dos Correios começam a ser normalizados. A empresa terá ainda de lidar com o volume de encomendas e correspondências acumulado durante os 15 dias de greve, e os dias parados poderão ser compensados em atividades extraordinárias, inclusive com mutirões aos fins de semana.