Cientistas defendem que não é mais possível conter o avanço do vírus, sendo necessário pensar em alternativas de redução dos danos
O mais recente surto de gripe aviária já dura dois anos e parece estar longe de terminar. Diversos novos estudos apontam o avanço do vírus em outros animais, especialmente mamíferos, com o risco de transmissão para os humanos cada vez maior.
De fato, cientistas afirmam que o H5N1 está evoluindo de uma forma nunca antes vista. E muitos já defendem que não há mais nenhuma chance de contenção, sendo necessário pensar em alternativas de redução dos danos.
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NOVA MUTAÇÃO DO VÍRUS PREOCUPA
O último surto da doença aconteceu entre 2014 e 2015 e acabou sendo controlado após a adoção de algumas medidas sanitárias. No entanto, parece ser difícil que isso aconteça dessa vez em razão do comportamento do vírus.
Bióloga do National Institutes of Health, dos EUA, Martha Nelson é uma das muitas pesquisadores que monitoram o surto global de H5N1. Segundo ela, o risco de que o vírus sofra mutação para se espalhar facilmente de pessoa para pessoa é real, apesar de ainda ser considerado baixo.
A preocupação é com uma recente mutação mais perigosa que já está circulando entre aves selvagens e que se espalhou para vacas leiteiras. As infecções também foram identificadas em ratos e camundongos, com muitos outros mamíferos selvagens, incluindo raposas, veados e gambás, também testando positivo para a grupe aviária. As informações são do The Verge.
Risco de infecção generalizada existe?
Um estudo apontou que o vírus responsável pela gripe aviária já pode ser transmitido entre mamíferos.
Isso significa que o patógeno está se adaptando e pode conseguir infectar humanos com maior facilidade.
Nos últimos meses, cientistas detectaram a gripe aviária em aves de Nova York, amostras de leite cru e em vacas leiteiras pela primeira vez na história.
A doença também já causou a morte de diversos animais que não costumavam ser infectados.
É o caso do urso polar, gatos e até pinguins da Antártica.
Recentemente, a gripe aviária também foi detectada em um porco pela primeira vez.
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Segundo especialistas, isso comprova que o vírus está se espalhando até em áreas remotas do planeta e pode estar evoluindo a ponto de infectar os humanos com facilidade.
Fonte: Olhar Digital