Quadrilha agia com método semelhante ao de milícias, ameaçando famílias para tomar posse de imóveis e revendê-los a terceiros.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma organização criminosa suspeita de invadir imóveis, expulsar moradores sob ameaça e comercializar ilegalmente os lotes no Sol Nascente, região administrativa do DF. Segundo as investigações, o grupo utilizava um modo de atuação semelhante ao das milícias que operam no Rio de Janeiro.
De acordo com a polícia, os criminosos invadiam principalmente residências localizadas no Trecho 3 do Sol Nascente. Após intimidarem os proprietários com ameaças e agressões, obrigavam as vítimas a abandonar os imóveis para, em seguida, revendê-los a outras pessoas.
A investigação começou após um morador denunciar que havia sido espancado, expulso da própria casa e ainda teve sua motocicleta roubada. Com medo das ameaças, a vítima nunca mais retornou ao imóvel.
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Durante as apurações, a PCDF descobriu que um dos integrantes da quadrilha negociou o terreno da vítima por R$ 30 mil. Após receber o pagamento, o suspeito desapareceu sem concluir a suposta venda.
Outro caso semelhante também foi identificado na mesma região. Segundo a polícia, quatro homens armados invadiram uma residência, ameaçaram os moradores e um caseiro, exigindo que deixassem o local imediatamente. Depois da expulsão, o imóvel foi vendido ilegalmente por R$ 60 mil a um terceiro.
Os investigados respondem por crimes como roubo de veículo, esbulho possessório, associação criminosa, ameaça e também são alvo de apuração por estelionato, já que, em alguns casos, recebiam o dinheiro da venda dos terrenos e desapareciam.
Na última quarta-feira (22), a polícia prendeu Matheus Vinícius Silva de Freitas, de 29 anos, apontado como líder da organização. Já nesta segunda-feira (27), os agentes capturaram Valmir Moreira da Cruz, de 55 anos. Segundo a PCDF, durante o cumprimento do mandado de prisão, Valmir tentou escapar pulando pelos telhados de casas da região, provocando danos aos imóveis e colocando moradores em situação de risco.
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As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e possíveis vítimas do esquema criminoso.