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Grupo usava ''dublês biométricos'' em fraude de R$ 86 milhões contra o INSS em Minas Gerais
Foto: Vinícius Schmidt

MPF denunciou 35 investigados por esquema que criou pessoas fictícias para receber benefícios do INSS durante mais de 20 anos

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 35 pessoas suspeitas de participar de um esquema que teria fraudado mais de R$ 86 milhões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Minas Gerais ao longo de mais de duas décadas. O grupo criava identidades de pessoas que nunca existiram para obter benefícios destinados a idosos em situação de vulnerabilidade.

 

Segundo a investigação, foram identificados 457 benefícios fraudulentos, sendo que 240 ainda estavam ativos quando a operação foi deflagrada. Com a suspensão dos pagamentos, o MPF estima que outros R$ 34,8 milhões deixaram de ser desviados dos cofres da Previdência Social.

 

Para conseguir movimentar os benefícios, a organização utilizava os chamados “dublês biométricos”. Pessoas reais se apresentavam em agências do INSS e instituições bancárias no lugar dos supostos beneficiários, utilizando a própria imagem e impressão digital para se passar pelas identidades fictícias criadas pelo grupo.

 

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A fraude começava com a criação de registros de nascimento falsos em cartórios. A partir desses documentos, os investigados conseguiam emitir CPFs e documentos de identidade oficiais para pessoas que jamais existiram. Mais de 170 laudos papiloscópicos e biométricos produzidos pela Polícia Federal identificaram a mesma impressão digital associada a diferentes identidades no sistema previdenciário.

 

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De acordo com o MPF, a organização tinha divisão de tarefas, incluindo falsificação de documentos, atuação junto ao INSS, uso dos dublês biométricos e realização dos saques. O órgão pediu à Justiça Federal a condenação dos 35 denunciados, o ressarcimento integral dos valores desviados e o bloqueio de bens. Os investigados ainda serão julgados e não foram condenados. 

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