A escalada da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Irã e Israel começou a pesar contra o presidente Donald Trump, que enfrenta um cenário cada vez mais negativo. A combinação de crise energética, perdas militares e pressão política já afeta sua popularidade. O conflito, que parecia controlado no início, agora se mostra mais complexo. E os reflexos já começam a atingir o ambiente interno nos Estados Unidos.
Com a aprovação em queda, Trump tenta mudar o discurso e sinaliza uma possível abertura para negociações com o Irã. O presidente chegou a afirmar que recebeu um “gesto de boa vontade” ligado ao setor de petróleo e gás. Segundo ele, a iniciativa teria impacto direto no fluxo energético global. A fala, porém, contrasta com a posição oficial de Teerã, que nega qualquer tipo de negociação em andamento.
Nos bastidores, o governo americano teria enviado uma proposta de paz com 15 pontos ao Irã, com mediação do Paquistão. O plano inclui cessar-fogo temporário, limites ao programa nuclear iraniano e controle sobre mísseis balísticos. Também prevê mudanças estratégicas no Estreito de Ormuz, região vital para o transporte de petróleo. A proposta mostra uma tentativa clara de reduzir os danos da guerra.
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Mesmo assim, o cenário militar preocupa. Estimativas apontam cerca de US$ 800 milhões em prejuízos a bases e equipamentos dos Estados Unidos. Além disso, ao menos 13 militares morreram e centenas ficaram feridos desde oinício do conflito. O impacto não é apenas financeiro, mas também simbólico. A guerra começa a cobrar um preço alto demais.
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No campo político, os efeitos já aparecem com força. A popularidade de Trump caiu rapidamente, impulsionada pelo aumento do custo de vida e dos combustíveis. Apesar disso, ele ainda mantém apoio entre aliados republicanos. O clima, porém, é de alerta total, já que a crise pode influenciar diretamente as eleições de meio de mandato.