Acesso à rede global de internet está bloqueado no país desde o primeiro dia de guerra, iniciada em fevereiro
Autoridades do Irã informaram nesta terça-feira, através da agência estatal IRNA, que 460 pessoas foram executadas por, segundo o comunicado, tentarem desestabilizar o país por meio da internet. O anúncio ocorre em meio aos desdobramentos de mais de três semanas de guerra no Oriente Médio.
A IRNA citou a polícia iraniana, afirmando que "esses indivíduos buscavam semear confusão entre a opinião pública, criar medo e ansiedade no seio da sociedade, promover a insegurança e difundir propaganda a favor do inimigo". As autoridades não divulgaram detalhes sobre a natureza dos atos atribuídos, nem as datas e locais das detenções.
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O Irã cortou o acesso à internet em 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra, desencadeada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã, que mataram o líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo o observatório Netblocks, o apagão chega a 25 dias, um dos mais longos já registrados no país.
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Há quase um mês, apenas algumas pessoas autorizadas têm acesso à internet global. As demais se conectam esporadicamente por meio de programas VPN ou terminais da Starlink, proibidos no país. Os iranianos ainda podem acessar uma internet local para comunicações internas ou pedidos online.