O ministro Fernando Haddad disse que já há medidas formatadas que serão entregues ao presidente Lula. Ele explicou que, nesse momento, o que está sendo feito é uma calibragem sobre a necessidade de recursos com representantes dos setores e dos sindicatos. Haddad disse ainda que a proposta encaminhada para mitigar os efeitos do tarifaço não requisita que o gasto fica fora da meta fiscal.
O ministro convocou os governadores que quiserem "somar forças" a ir a Brasília para firmar parcerias com foco nas empresas e no trabalhador. O ministro disse que nesta sexta-feira receberá o governador do Ceará.
- O governador do Ceará, está vindo aqui à tarde, ele quer um apoio para a compra de produtos, gêneros alimentares para a merenda do estado do Ceará. E, pelo que eu entendi, ele vai nos apresentar uma pequena mudança legislativa que seria necessária na opinião dele para fazer da maneira como ele pretende, de forma acelerada e para dar respaldo jurídico para as decisões que ele quer tomar.
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Essas parcerias são muito importantes. Então, o governador que quiser vir à Brasília para fazer parceria, no sentido de socorrer a sua indústria, a sua agricultura, nós estamos aqui.
Nós vamos estar com os instrumentos disponíveis para fazer isso. Então, o governador Elmano é o primeiro que está vindo nessa condição. Somar forças com o governo federal, sem ideologia, sem tentar tirar vantagem política, fazendo o que tem que ser feito. Foco no empresário, foco no trabalhador, foco no interesse nacional - disse o ministro em entrevista na chegada ao ministério na manhã desta sexta-feira.
Haddad disse que ainda não há data para a reunião com o secretário de Tesouro americano, Scott Bessent. Ele afirmou que sua equipe tem entrado em contato com a de Bessent, "dia sim, dia não".
- Ele é uma figura central, porque a secretaria dele, que é o ministério, na verdade, a secretaria também tem uma dimensão política importante. Então, ele não cuida só da economia, tem alguns aspectos da decisão do presidente Trump que resvalam na política. Aliás, é deliberadamente política a decisão.
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E o Scott Bessent é alguém que pode ajudar. Pode ajudar a mediar o entendimento. Até para que haja compreensão repito, de como funcionam as instituições brasileiras e dos limites que o Executivo tem do ponto de vista constitucional e do ponto de vista da harmonia entre os Poderes de tomar medidas inconcebíveis de acordo com as nossas práticas democráticas. Então, isso tudo precisa ser compreendido pelo lado de lá, porque senão passa uma impressão equivocada do que está acontecendo.
Fonte: O Globo