Ministro da Fazenda afirma que medidas de crédito e reformas ajudam a manter a atividade econômica aquecida.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a economia brasileira pode registrar crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano. A estimativa refere-se à expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Segundo o ministro, as medidas adotadas pelo governo para ampliar o acesso ao crédito e estimular a demanda têm contribuído para manter o ritmo da atividade econômica.
“Os mecanismos de mudança no crédito e tudo o que estamos fazendo para sustentar a demanda efetiva estão ajudando a manter a economia aquecida”, afirmou.
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A declaração foi feita durante entrevista concedida na noite de sexta-feira (13) ao programa 20 Minutos, do portal Opera Mundi.
Apesar da projeção para o início do ano, Haddad evitou apresentar uma estimativa de crescimento para todo o ano de 2026. Segundo ele, a previsão depende de fatores como o comportamento da taxa de juros.
Durante a entrevista, o ministro também afirmou que o governo realizou um processo de reorganização das contas públicas e destacou que reformas estruturais devem contribuir para o crescimento da economia.
Entre elas, Haddad citou a reforma tributária aprovada pelo Congresso, que deve entrar em vigor no próximo ano e, segundo ele, pode impulsionar ainda mais o PIB brasileiro.
O ministro também defendeu o modelo do arcabouço fiscal adotado pelo governo e negou que as medidas de ajuste tenham sido excessivas. Para ele, a estratégia fiscal precisava ser acompanhada por iniciativas no Congresso Nacional voltadas à recomposição da base tributária.
SAÍDA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA
Durante a entrevista, Haddad confirmou que deve deixar o comando do Ministério da Fazenda na próxima semana. O ministro afirmou que pretende disputar as próximas eleições, embora ainda não tenha definido qual cargo buscará.
Segundo ele, a ideia inicial era colaborar com a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o cenário político e econômico acabou mudando seus planos.
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Haddad explicou que gostaria de ter mais liberdade fora do ministério para discutir um novo plano de desenvolvimento para o país. Ainda de acordo com o ministro, o contexto atual é mais desafiador do que o imaginado no final do ano passado, o que contribuiu para a decisão de deixar o cargo.