Sentença reconheceu quatro crimes de estupro de vulnerável e um de importunação sexual; réu permanecerá preso e não poderá recorrer em liberdade
Um homem foi condenado a 81 anos, 11 meses e 25 dias de prisão por crimes sexuais cometidos contra cinco vítimas, entre crianças e adolescentes à época dos fatos, no município de Japurá, no interior do Amazonas. A sentença foi proferida na terça-feira (22) pelo juiz de Direito Fábio Lopes Alfaia, responsável pela Vara Única da Comarca de Japurá.
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Na decisão, o magistrado também manteve a prisão preventiva do condenado e determinou que ele não poderá recorrer em liberdade.
De acordo com o processo, os crimes ocorreram em diferentes períodos entre 2013 e 2024. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), o homem teria se aproveitado de relações de confiança e autoridade para cometer os abusos em momentos nos quais as vítimas estavam isoladas.
Veja também

Defensoria pública leva atendimento jurídico a comunidades indígenas de São Gabriel da Cachoeira
Ainda conforme o processo, os episódios envolveram toques de natureza sexual, além de orientações e intimidações para que as vítimas não revelassem o que havia acontecido.
Durante o julgamento, a Justiça reconheceu quatro crimes de estupro de vulnerável, relacionados a quatro das vítimas, e um crime de importunação sexual envolvendo outra vítima. A sentença também considerou a repetição dos atos nos casos em que isso foi comprovado e estabeleceu penas individualizadas de acordo com cada situação analisada.
Uma mulher que também havia sido denunciada pelo Ministério Público foi absolvida. Segundo a decisão, não foram encontradas provas suficientes para comprovar a participação dela nos crimes atribuídos ao réu.
Entre os relatos apresentados durante a investigação está o de uma vítima que tinha 12 anos na época. Conforme o boletim de ocorrência, a mãe da menina relatou que a filha teria sido aliciada pelo homem em diferentes ocasiões e que ele pedia para que ela não contasse os episódios aos pais. Os abusos teriam ocorrido durante aproximadamente quatro meses.
Outra vítima, que atualmente é maior de idade, relatou que os primeiros episódios ocorreram em junho de 2013, quando ainda era jovem. Segundo o depoimento, o homem, identificado no processo como pastor, teria convidado os pais dela para que permitissem sua participação em uma atividade com a família dele em uma comunidade.
Após a autorização dos pais, a jovem teria ficado sob os cuidados da família. De acordo com o relato apresentado no processo, em períodos em que não havia energia elétrica no local, o homem teria entrado no quarto onde ela dormia e praticado atos de natureza sexual contra ela.
A vítima também relatou outros episódios e afirmou ter contado o que havia acontecido a uma pessoa da própria família. Segundo o depoimento, ela teria sido orientada a não revelar os fatos a outras pessoas, inclusive após relatar uma tentativa de estupro.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
A condenação foi proferida em primeira instância e ainda está sujeita a recurso.