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Homem que passou 41 anos no corredor da morte é libertado após novo exame de DNA
Foto: AP/George Frey

Análise recebida no dia 22 de setembro excluiu Douglas Carter, de 71 anos, como possível correspondência ao sangue encontrado na cena do crime pelo qual ele é acusado

Douglas Stewart Carter, de 71 anos, foi libertado nesta segunda-feira (28) após passar 41 anos no corredor da morte nos Estados Unidos. A decisão ocorreu depois que um novo exame de DNA apontou que o material genético encontrado na cena do crime não correspondia ao dele. Carter havia sido condenado pelo assassinato de Eva Olesen, ocorrido em Utah, em 1985.

 

O novo teste, recebido pela Justiça em 22 de setembro, excluiu Carter como possível fonte do sangue encontrado em uma maçaneta e do material genético localizado no cabo da faca usada no crime. Apesar do resultado, a acusação de homicídio continua de pé, e um novo julgamento está previsto para 2027.

 

Carter sempre afirmou ser inocente e disse que a confissão usada contra ele havia sido obtida sob coerção. Na época da condenação, não havia provas físicas que o ligassem diretamente à cena do assassinato. O júri se baseou principalmente na confissão assinada e no depoimento de duas testemunhas que afirmaram que ele havia se gabado de cometer o crime.

 

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Anos depois, as duas testemunhas mudaram seus relatos. Em 2011, elas afirmaram que haviam sido orientadas pela polícia a incriminar Carter e que receberam benefícios e sofreram ameaças relacionadas à deportação. Em 2025, a Suprema Corte de Utah determinou que ele teria direito a um novo julgamento, citando má conduta de investigadores durante a apuração do caso.

 

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Ao deixar a prisão, Carter passou a cumprir algumas condições impostas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica com GPS e a proibição de contato com familiares da vítima. O juiz responsável pela decisão afirmou que o novo resultado de DNA enfraquece ainda mais o processo, mas ressaltou que a acusação ainda poderá ser analisada por um júri. 

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