Marcas em dentes e resíduos químicos sugerem que caçadores-coletores da Indonésia consumiam sementes de areca, de efeito estimulante
Muito antes da popularização da cerveja e de outras bebidas alcoólicas, grupos humanos já podem ter utilizado substâncias com efeitos psicoativos. Pesquisadores encontraram evidências que levantam a possibilidade de que o consumo de drogas por seres humanos tenha ocorrido há cerca de 25 mil anos, durante a pré-história.
A hipótese está relacionada a vestígios encontrados em materiais arqueológicos e ao conhecimento sobre plantas utilizadas por populações antigas. Algumas espécies possuem compostos capazes de provocar alterações de percepção, e os pesquisadores consideram que essas propriedades podem ter sido conhecidas e exploradas por comunidades humanas muito antes do desenvolvimento das primeiras civilizações.
O possível uso dessas substâncias teria ocorrido em diferentes contextos, que poderiam incluir práticas culturais, religiosas ou simplesmente a busca por efeitos provocados pelas plantas. No entanto, os pesquisadores ressaltam que identificar restos de determinadas espécies em sítios arqueológicos não é suficiente, por si só, para comprovar que elas foram consumidas como drogas.
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A investigação ajuda a ampliar o conhecimento sobre a relação entre os seres humanos e substâncias psicoativas ao longo da história. Evidências arqueológicas já indicaram que sociedades antigas utilizavam plantas, fungos e bebidas fermentadas muito antes dos registros históricos, mostrando que a busca por substâncias capazes de alterar a consciência pode ser bastante antiga.
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A possibilidade de que o uso de drogas remonte a milhares de anos também reforça a importância de novas pesquisas sobre os hábitos dos primeiros grupos humanos. Os cientistas buscam diferenciar o simples contato com plantas de um uso intencional, além de entender quais substâncias poderiam ter sido utilizadas e qual era a finalidade delas nas comunidades pré-históricas.