Resultado contrariou as pesquisas e levou investidores a rever as apostas para o segundo turno; expectativa de mudança na política fiscal derrubou os juros futuros e impulsionou ativos brasileiros
O mercado financeiro brasileiro reagiu com forte alta ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Com Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Ibovespa disparou e ultrapassou pela primeira vez a marca de 200 mil pontos, enquanto o dólar caiu mais de 4% e voltou a ser negociado próximo de R$ 5.
Flávio terminou a primeira etapa da disputa com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de cerca de 2,2 milhões de votos. O resultado alterou as expectativas dos investidores para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, e aumentou a percepção de possibilidade de mudança na condução da política econômica.
Na segunda-feira (5), o principal índice da Bolsa brasileira chegou a 209.605 pontos durante o pregão e encerrou o dia aos 206.911 pontos, alta de 7,70%. Foi o primeiro fechamento acima dos 200 mil pontos. Já o dólar à vista terminou cotado a R$ 5,0022, com queda de 4,12%.
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A reação também atingiu os juros futuros e diferentes setores da Bolsa. Segundo analistas ouvidos pela imprensa, investidores passaram a considerar possíveis mudanças na trajetória das contas públicas e na política econômica a partir de 2027. A expectativa de maior entrada de recursos estrangeiros também contribuiu para a queda do dólar e para a valorização dos ativos brasileiros.
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Apesar da forte reação, o cenário ainda depende do resultado do segundo turno e das alianças que serão formadas nas próximas semanas. O mercado também acompanha a composição do Congresso e as propostas econômicas apresentadas pelos dois candidatos, fatores que podem influenciar as expectativas sobre juros, inflação, dívida pública e investimentos no país.