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Ibovespa supera 209 mil pontos e registra novo recorde; dólar fecha abaixo de R$ 4,98
Foto: Divulgação

Bolsa brasileira avança 1,38% em meio às expectativas do mercado sobre o cenário eleitoral, enquanto moeda norte-americana recua 0,79%; petróleo e inflação também movimentaram os negócios.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou esta sexta-feira (9) em alta de 1,38%, aos 209.067 pontos, estabelecendo um novo recorde de fechamento. No mercado cambial, o dólar comercial caiu 0,79% e terminou o dia cotado a R$ 4,9845, abaixo da marca de R$ 5.

 

O desempenho do mercado financeiro foi influenciado por uma combinação de fatores internos e externos. No Brasil, as expectativas em torno da disputa presidencial ganharam destaque após a divulgação de uma pesquisa Datafolha sobre o segundo turno. No cenário econômico, os investidores também acompanharam os novos dados da inflação. Já no exterior, as incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio e as oscilações do petróleo permaneceram no radar.

 

O levantamento do Datafolha divulgado nesta sexta-feira apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 49% das intenções de voto para o segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de quatro pontos percentuais configura empate técnico no limite da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos, embora os números indiquem vantagem numérica para Flávio.

 

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Na comparação dos votos válidos, quando são excluídos os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, Flávio aparece com 52%, enquanto Lula registra 48%.

 

Encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, a pesquisa ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o número BR-0949/2026.

 

O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre o governo federal. Segundo os dados, 49% desaprovam a gestão Lula, enquanto 48% aprovam. Os percentuais são os mesmos registrados na pesquisa anterior, divulgada uma semana antes.

 

INFLAÇÃO SOBE EM SETEMBRO

 

Outro indicador acompanhado pelos investidores foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. O índice avançou 0,82% em setembro, após registrar deflação de 0,32% em agosto.

 

Entre os principais fatores que pressionaram os preços estão os custos de Habitação, influenciados pelo fim do bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica, e de Transportes, com aumentos nas passagens aéreas e nos combustíveis.

 

Nos Estados Unidos, os dados sobre a confiança do consumidor também estiveram entre os indicadores observados pelo mercado, em meio às avaliações sobre a atividade econômica e as perspectivas para os juros.

 

CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO MANTÉM PETRÓLEO INSTÁVEL

 

As incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio continuaram influenciando as negociações do petróleo. Na véspera, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que não atacaria o Irã antes das eleições de meio de mandato, mencionando conversas produtivas com Teerã.

 

Apesar da declaração, o bloqueio às exportações iranianas e os ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz mantiveram as preocupações sobre o abastecimento global e os preços da energia.

 

Por volta das 17h desta sexta-feira, o barril do petróleo Brent, referência internacional, subia 0,21%, cotado a US$ 104,06. No mesmo horário, o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançava 0,21%, a US$ 91,30 por barril.

 

BOLSAS INTERNACIONAIS FECHAM EM ALTA

 

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street encerraram o pregão no campo positivo. O Dow Jones subiu 0,83%, o S&P 500 avançou 0,58% e o Nasdaq Composite registrou alta de 0,64%.

 

Na Europa, a maioria das bolsas também fechou em alta, impulsionada pela expectativa de uma possível pausa nos confrontos no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 avançou 1%, recuperando-se da queda acumulada ao longo da semana.

 

Entre os principais mercados europeus, o DAX, da Alemanha, subiu 1,13%; o CAC 40, da França, avançou 0,95%; e o FTSE 100, do Reino Unido, teve valorização de 1,06%.

 

Na Ásia, o desempenho foi misto em uma semana marcada por feriados que reduziram o volume de negociações em alguns mercados. A pressão sobre ações ligadas à inteligência artificial influenciou parte dos pregões.

 

O índice de Xangai, o SSEC, subiu 0,05%, enquanto o CSI 300 avançou 0,16%. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou alta de 1,79%. Já o Nikkei, do Japão, recuou 0,02%. Os mercados da Coreia do Sul e de Taiwan permaneceram fechados nesta sexta-feira.

 

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Com o novo recorde do Ibovespa e o dólar abaixo de R$ 5, o mercado brasileiro encerrou a semana em alta, enquanto investidores continuaram avaliando os efeitos do cenário eleitoral, da inflação e das tensões internacionais sobre os ativos financeiros. 

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