Juraci Rosa Alves, de 88 anos, ficou conhecido após apresentar sinais vitais em uma funerária; caso segue sob investigação.
Aos 88 anos, Juraci Rosa Alves, que ganhou repercussão nacional após ser declarado morto por engano em um hospital do interior de São Paulo, morreu nesta quarta-feira (17). A informação foi confirmada pela família. O idoso estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Presidente Prudente, onde recebia tratamento desde o episódio ocorrido em maio.
Nos últimos dias, Juraci havia apresentado melhora no quadro clínico, chegou a deixar a UTI e foi transferido para a enfermaria. No entanto, seu estado de saúde voltou a se agravar, resultando no falecimento.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e a família ainda aguarda a liberação para definir os detalhes do velório e do sepultamento.
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O caso chamou a atenção em todo o país após Juraci dar entrada na Santa Casa de Presidente Bernardes, em 16 de maio. Na ocasião, uma médica atestou o óbito do paciente, apontando insuficiência respiratória aguda e pneumonite por aspiração como causa da morte.
Entretanto, já na funerária, funcionários perceberam que o idoso ainda apresentava sinais vitais, como movimentos corporais e respiração. A equipe interrompeu os procedimentos e iniciou os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Após ser estabilizado, Juraci foi transferido para a Santa Casa de Presidente Prudente, onde permaneceu internado por cerca de um mês.
A enfermeira responsável pelo preparo do corpo relatou que nunca havia vivenciado uma situação semelhante e afirmou que a prioridade da equipe foi prestar atendimento imediato ao paciente assim que identificou os sinais de vida.
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O episódio levou à abertura de uma investigação pelas autoridades. O caso foi registrado pela Polícia Civil e segue sendo apurado. Após a repercussão, a médica que assinou a declaração de óbito solicitou afastamento do hospital, enquanto a direção da unidade informou que eventuais medidas administrativas serão analisadas somente após a conclusão das investigações.