O IGP-M, aquela tal “inflação do aluguel” que a gente finge que entende, resolveu dar um susto em março. Subiu 0,52%, depois de fevereiro ter dado uma de tímido e caído 0,73%. As projeções do mercado, sempre tão confiáveis quanto previsão do tempo, apontavam 0,46%. Adivinha? Errou feio. O último pico parecido foi em fevereiro de 2025, quando o índice disparou 1,06%, e olha que a gente achava que aquilo já tinha sido dramático.
No acumulado do ano, o índice parece estar de dieta. Subiu só 0,19%. Nos últimos 12 meses, baixou 1,83%, tipo aquele amigo que promete mudar de vida mas continua na mesmice. Segundo Matheus Dias, economista da FGV Ibre, a culpa é da agropecuária. Bovinos, ovos, leite, feijão e milho ajudaram a empurrar o índice para cima, e o Oriente Médio entrou na dança, mexendo com o preço do petróleo e deixando tudo mais caro.
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O subgrupo Produtos Derivados do Petróleo fez questão de mostrar que também sabe drama. Passou de -4,63% em fevereiro para 1,16% em março. Sinal de que a vida dos combustíveis anda mais instável que reality show em final de temporada. E enquanto Israel, Estados Unidos e Irã brigam lá longe, a gente aqui só observa a conta de luz e o aluguel subindo, como se fosse final de novela que a gente não queria ver.
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O IGP-M não é só para assustar inquilino. Ele mexe com preço de praticamente tudo, de alimentos a insumos de construção civil. Ou seja, se você achava que podia relaxar enquanto a inflação cochilava, agora é hora de abrir os olhos e preparar o bolso. Afinal, nesse índice, o drama nunca acaba.