Inflação recua no grupo de alimentação, mas efeito do El Niño preocupa
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a "inflação do aluguel", registrou nova deflação em julho, marcando o segundo mês consecutivo de queda. O resultado foi impulsionado principalmente pela redução dos preços de alimentos e combustíveis, que aliviaram a pressão sobre o índice calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre os fatores que contribuíram para o desempenho estão a queda nas cotações do petróleo e a consequente redução dos preços dos combustíveis, além do recuo em produtos alimentícios e matérias-primas agrícolas. A desaceleração também foi favorecida pela diminuição dos custos em diferentes segmentos do atacado, componente que tem maior peso na composição do IGP-M.
Especialistas avaliam que a sequência de resultados negativos reforça o cenário de inflação mais comportada nos índices de preços ao produtor e ao consumidor. Apesar disso, alguns produtos da cadeia petroquímica ainda apresentam reajustes devido à defasagem na transmissão dos preços internacionais, impedindo uma queda ainda mais intensa do indicador.
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O IGP-M é amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos de aluguel, tarifas e diversos contratos privados. Com o novo resultado, a expectativa é de que os reajustes vinculados ao índice continuem mais moderados nos próximos meses, caso o cenário de preços de alimentos e combustíveis permaneça favorável.
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Economistas, no entanto, alertam que o comportamento do indicador ainda dependerá da evolução do mercado internacional de petróleo, das condições climáticas que influenciam a produção agrícola e das tensões geopolíticas, fatores que podem alterar novamente o ritmo dos preços nos próximos meses.