Com ventos de até 300 km/h e ondas de quatro metros de altura, o furacão Melissa foi um dos mais fortes já registrados na história recente
O Melissa entrou para a história ao atingir a costa oeste da Jamaica como um furacão de categoria 5. Com ventos de até 300 km/h, ele provocou ondas de quatro metros de altura, causando mortes e deixando um rastro de destruição ainda incalculável na região.
Este evento extremo ainda está sendo estudado por cientistas e algumas imagens podem ajudar a compreender o seu potencial destrutivo incomum. Alguns destes registros foram feitos de dentro do furacão.
A combinação entre o calor recorde do mar do Caribe e o padrão atmosférico causado pelo fenômeno climático La Niña potencializou o furação. Isso possibilitou a redução do chamado cisalhamento, que consiste na mudança na direção ou na velocidade do vento em diferentes altitudes. Quando o cisalhamento vertical está baixo, como costuma acontecer em episódios de La Niña, os furacões no Atlântico têm maior facilidade para se organizar e se intensificar, já que a velocidade e a direção do vento não mudam muito. Já um alto cisalhamento dificulta o crescimento e fortalecimento dos fenômenos.
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Ao mesmo tempo, o oceano libera calor e umidade, o que ajuda a alimentar a formação de tempestades. Com uma superfície do mar mais quente, maior foi a quantidade de energia disponível e maior o potencial de intensificação do Melissa. Para piorar a situação, a atmosfera estava extremamente úmida, favorecendo a formação de nuvens chamadas de convectivas explosivas, que crescem rapidamente em altitude e causam chuva torrencial.


Fotos: Reprodução
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Outro ponto importante para explicar o que aconteceu foi o fato do furacão não seguir para o norte, como costuma acontecer. Ele permaneceu quase parado sobre águas muito quentes, absorvendo ainda mais energia. Todas essas características mantiveram o Melissa em constante fortalecimento, o que tornou esse um dos fenômenos climáticos mais intensos dos últimos anos.
Fone: Olhar Digital