Abalos de magnitudes 7,5 e 7,2 atingiram a Venezuela, causaram danos em Caracas, geraram alerta de tsunami e foram percebidos em cidades do Norte do Brasil, incluindo Manaus.
Os fortes terremotos que atingiram a Venezuela nesta quarta-feira (24) deixaram um cenário de destruição em diversas regiões do país, especialmente na capital, Caracas. Os abalos, registrados com magnitudes de 7,5 e 7,2, também foram sentidos em países vizinhos, como Colômbia e Brasil, provocando susto entre moradores de cidades da Região Norte, entre elas Manaus.
Segundo o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, os bairros Los Palos Grandes e Altamira, em Caracas, estão entre os mais afetados. Há relatos de edifícios que desabaram e equipes de emergência foram mobilizadas para atender às áreas atingidas. Além da capital, os tremores tiveram forte intensidade nos estados de Yaracuy, Trujillo, Carabobo, Aragua, Miranda e La Guaira.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro foi registrado próximo à cidade de San Felipe, no estado de Yaracuy, a cerca de 28 quilômetros a oeste de Morón, na costa caribenha, com profundidade aproximada de 13 quilômetros. Um segundo terremoto ocorreu apenas 39 segundos depois, nas proximidades de Yumare, levando à emissão de alerta de tsunami para parte da região.
Veja também

Terremoto de magnitude 6,9 atinge o Japão e é sentido no nordeste do país
Até o momento, o governo venezuelano não divulgou um balanço oficial de mortos, feridos ou desaparecidos. O USGS estima que, devido à intensidade dos abalos e à densidade populacional das áreas atingidas, o número de vítimas pode ser elevado, mas os dados ainda dependem de confirmação pelas autoridades locais.
Os tremores também foram percebidos em outros países, como Colômbia, Curaçao, Aruba e Países Baixos Caribenhos. No Brasil, moradores de Manaus, Boa Vista, Belém e Macapá relataram que sentiram edifícios balançarem, principalmente em andares mais altos. Na capital amazonense, algumas pessoas deixaram prédios por precaução, mas não houve registro de feridos ou danos estruturais relacionados ao fenômeno.

Foto: Reprodução
Muitos venezuelanos estavam em casa no momento dos terremotos, já que o país celebrava um feriado nacional em homenagem à vitória militar de 1821, marco da independência da Venezuela em relação à Espanha.
Especialistas explicam que terremotos de grande magnitude na região do Caribe e do norte da América do Sul podem ser sentidos em áreas do Norte do Brasil devido à propagação das ondas sísmicas. Situação semelhante ocorreu em 2018, quando um forte tremor registrado na Venezuela também foi percebido em Manaus e levou à evacuação preventiva de diversos edifícios.
Além dos eventos registrados na Venezuela, um terremoto de magnitude 6,9 também atingiu a ilha de Honshu, no Japão, no mesmo dia. Até o momento, não há informações oficiais sobre vítimas ou danos relacionados ao tremor no território japonês.
VEJA AS IMAGENS ABAIXO:
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/S/Y/RtCJAOQ9qiVL6XelFqEQ/afp-20260624-b88k6y7-v1-highres-venezuelaearthquake.jpg)
Equipes de resgate retiram mulher ferida de escombros
de prédio que desabou em, Caracas, após terremoto
Foto: Juan Barreto/AFP
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/K/B/pBEsPHSnuRyl5vcvlEHA/ap26175859797047.jpg)
Pessoas caminham entre escombros após um
terremoto em Caracas, Venezuela, em 24 de junho de 2026
Foto: Ariana Cubillos/AP Photo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/a/i/kCAmiBQmOm7EnAgqJKcw/afp-20260624-b88k6xx-v1-midres-venezuelaearthquake.jpg)
Equipes de resgate buscam vítimas em um prédio desabado
após um terremoto em Caracas, em 24 de junho de
2026 - Foto: Juan Barreto/AFP
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/D/0/8wTuCzS0a4YL4kREvfkQ/afp-20260624-b88k6za-v1-midres-venezuelaearthquake.jpg)
Homens reagem em frente a um prédio desabado após
um terremoto em Caracas, em 24 de junho de 2026
Foto: Juan Barreto/AFP
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/O/A/8HVlxBS92YaG78YoGt8Q/afp-20260624-b88k6xv-v1-midres-venezuelaearthquake.jpg)
Equipes de resgate vasculham os escombros de uma
estrutura que desabou, enquanto policiais municipais
observam de perto, após um terremoto em Caracas,
em 24 de junho de 2026- Foto: Juan Barreto/AFP
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/W/Q/BCnOzgS6CcqLZnVkKshw/afp-20260624-b88l863-v1-midres-venezuelaearthquake.jpg)
Imagem de um prédio do Bancaribe que desabou após um
terremoto em Caracas em 24 de junho de 2026
Foto: Juan Barreto/AFP
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/3/q/GZRyoBS6A5qhIJKf3RYw/ap26176004202967-1-.jpg)
Um prédio desabado após um terremoto em Caracas
Foto: AP/Adrian Naranjo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/3/R/300DsFTAiySlyztCcjGQ/ap26175860667516.jpg)
Pessoas permanecem fora de suas casas após um terremoto
em Caracas, Venezuela, quarta-feira, 24 de junho
de 2026. (Foto: AP Foto/Ariana Cubillos)
VEJA VÍDEOS: