A ampliação do serviço fortalece o planejamento reprodutivo e amplia o acesso à prevenção da gravidez não planejada
A Prefeitura de Manaus ampliou a oferta do implante contraceptivo subdérmico na rede municipal de saúde. O método, que antes era disponibilizado em 11 unidades da Atenção Primária à Saúde (APS), agora pode ser encontrado em 25 estabelecimentos distribuídos pelas zonas Norte, Sul, Leste, Oeste e rural da capital.
A medida beneficia mulheres e homens trans que fazem parte dos grupos prioritários definidos pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), ampliando o acesso ao planejamento familiar e às estratégias de prevenção da gravidez não planejada.
Segundo a chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, Lúcia Freitas, a expansão do serviço foi possível após a capacitação das equipes das novas unidades de referência.
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De acordo com a gestora, o objetivo é fortalecer o cuidado reprodutivo e contribuir para a redução da mortalidade materna.
O público prioritário inclui pessoas com útero entre 14 e 49 anos, especialmente adolescentes, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pessoas em situação de rua, pessoas vivendo com HIV, trabalhadores do sexo, pessoas privadas de liberdade e usuários de talidomida.
Também podem receber o implante pessoas que apresentam contraindicação ou dificuldade de adaptação ao DIU.
Segundo a Semsa, a prioridade ocorre porque uma gravidez não planejada pode aumentar situações de vulnerabilidade social e riscos à saúde dessas populações.
O implante contraceptivo é considerado um dos métodos mais eficazes de prevenção da gravidez. O pequeno bastão é inserido sob a pele do braço e libera hormônio continuamente, impedindo a ovulação por até três anos.
Outra vantagem é que o método pode ser removido a qualquer momento, permitindo retorno rápido da fertilidade.
A Semsa reforça, porém, que o implante não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, a recomendação é manter a chamada “dupla proteção”, utilizando preservativos externos ou internos durante as relações sexuais.
Antes da inserção, as pacientes passam por avaliação clínica para identificar possíveis contraindicações, como gravidez, histórico de trombose, acidente vascular cerebral (AVC) ou câncer.
Além do implante subdérmico, as unidades da Atenção Primária também oferecem outros métodos contraceptivos, como preservativos, DIU, anticoncepcionais orais e injetáveis, além de encaminhamento para laqueadura e vasectomia.
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Segundo a Semsa, a ampliação da oferta faz parte da estratégia municipal de fortalecimento do planejamento reprodutivo, garantindo mais autonomia para que mulheres e famílias possam decidir sobre o momento de ter filhos, além de contribuir para a redução da morbimortalidade materna, infantil e fetal.