Informações foram divulgadas nesta quarta-feira (1º) pelo Banco Central. Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas, foi lançado pelo governo federal no começo de maio
A taxa de inadimplência média nas operações de crédito do sistema financeiro subiu para 4,7% em maio, o maior nível da série histórica iniciada em 2011, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Banco Central. O índice considera atrasos superiores a 90 dias em empréstimos de pessoas físicas e empresas.
Em relação a abril, houve alta de 0,1 ponto percentual, quando o indicador estava em 4,6%. O avanço ocorreu no mesmo mês em que foi lançado o Desenrola 2.0, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas bancárias.
Entre as famílias, a inadimplência também atingiu recorde e chegou a 5,6%, enquanto entre as empresas ficou em 3,2%, o maior patamar desde 2017. O Banco Central aponta que o cenário reflete a manutenção de juros elevados e o comprometimento da renda das famílias com dívidas.
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Mesmo com o novo programa de renegociação, o nível de endividamento segue alto. A relação entre dívidas e renda das famílias permaneceu em 49,8%, próxima do recorde histórico, com média superior ao padrão da última década.
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Dados da Serasa Experian indicam ainda que cerca de 82,8 milhões de brasileiros estavam negativados em março, com quase metade das dívidas concentradas em instituições financeiras, segmento alvo do Desenrola 2.0.