Testado em hospital de Houston, o Skincubator mantém o bebê junto ao peito dos pais, com suporte para tubos, calor e umidade na UTI
Uma nova tecnologia em teste nos Estados Unidos promete aproximar pais e bebês prematuros internados em unidades de terapia intensiva neonatal. Batizado de Skincubator, o equipamento permite manter o recém-nascido junto ao peito do cuidador, favorecendo o contato pele a pele mesmo quando a criança precisa de suporte respiratório.
O dispositivo está sendo testado no hospital Children’s Memorial Hermann, em Houston, no Texas. A unidade foi a primeira dos Estados Unidos a iniciar um ensaio clínico com a tecnologia, que busca ampliar o tempo de contato físico entre os bebês e seus familiares durante a internação.
A incubadora portátil é presa ao corpo do adulto e foi desenvolvida para ajudar a manter a temperatura e a umidade adequadas ao redor do recém-nascido. O equipamento também permite acomodar tubos respiratórios, cateteres e outros dispositivos médicos necessários ao tratamento, facilitando o contato sem interromper os cuidados intensivos.
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Um dos primeiros pais a utilizar o sistema no Texas foi Dorian Ojemen, que conseguiu segurar o filho prematuro junto ao peito com o auxílio do aparelho. A iniciativa busca tornar possível uma aproximação maior entre familiares e bebês que precisam permanecer sob monitoramento constante, respeitando as exigências de segurança da UTI neonatal.
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O Skincubator recebeu uma designação especial da agência reguladora norte-americana FDA, que pode acelerar o desenvolvimento e a avaliação de tecnologias consideradas promissoras. No entanto, o equipamento ainda está em investigação clínica, e essa classificação não significa que esteja liberado para comercialização. A segurança e o desempenho do dispositivo continuam sendo avaliados.