Segundo Tuxá argumentou, a demarcação e a proteção das terras indígenas são medidas concretas de enfrentamento à crise climática
Lideranças indígenas apresentaram ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) uma proposta que defende a criação de áreas livres da exploração de petróleo e gás em territórios considerados de grande importância ambiental e cultural.
A iniciativa foi levada durante mobilizações do Acampamento Terra Livre, em Brasília, e integra um conjunto de recomendações voltadas à construção de um plano global de transição energética, tema que já havia sido debatido na COP30, mas ainda sem consenso entre os países participantes.
O documento propõe a criação das chamadas “Zonas Livres de Combustíveis Fósseis”, que funcionariam como espaços protegidos, onde atividades de exploração energética seriam proibidas. Segundo lideranças indígenas, a medida é essencial para preservar os territórios tradicionais e combater os impactos das mudanças climáticas.
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Representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) destacam que não é possível falar em transição energética justa sem garantir a proteção das terras indígenas. Para eles, a demarcação e a preservação desses territórios são estratégias concretas no enfrentamento da crise climática global.
Além da proposta ambiental, os indígenas também entregaram reivindicações que incluem o avanço na demarcação de terras e a ampliação de políticas públicas voltadas às comunidades. O objetivo é que essas demandas influenciem decisões do governo brasileiro e negociações internacionais sobre clima e desenvolvimento sustentável.
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O tema reforça o papel dos povos indígenas nas discussões ambientais e evidencia a pressão por mudanças no modelo de exploração de recursos naturais, especialmente diante do avanço das discussões sobre energia e preservação ambiental.