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Infecções sexualmente transmissíveis silenciosas podem aumentar risco de câncer; prevenção é a principal arma
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Especialistas alertam que muitas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) podem permanecer silenciosas por anos e, quando não diagnosticadas ou tratadas, aumentar significativamente o risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Segundo dados da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, cerca de 13% dos casos da doença no mundo estão relacionados a infecções causadas por vírus, bactérias e parasitas.

 

A maior parte desses casos está ligada ao papilomavírus humano (HPV), às hepatites B e C e à bactéria Helicobacter pylori. Enquanto o H. pylori é transmitido principalmente por alimentos e água contaminados, os demais agentes estão associados, em grande parte, às relações sexuais desprotegidas.

 

O HPV é considerado uma das infecções mais comuns e está relacionado ao desenvolvimento de câncer do colo do útero, pênis, ânus, boca, garganta e laringe. A vacinação é apontada como a forma mais eficaz de prevenção e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), embora a baixa adesão ainda preocupe as autoridades de saúde.

 

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Já o HIV, apesar de não causar câncer diretamente, compromete o sistema imunológico e favorece o surgimento de doenças como linfomas, sarcoma de Kaposi e alguns tipos de câncer ginecológico. O uso de preservativos, a realização de testes periódicos e o tratamento adequado continuam sendo fundamentais para reduzir os riscos.

 

As hepatites B e C também merecem atenção. Ambas podem provocar inflamação crônica no fígado, evoluir para cirrose e aumentar as chances de câncer hepático. A hepatite B possui vacina disponível gratuitamente, enquanto a hepatite C pode ser tratada e curada quando identificada precocemente.

 

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Especialistas reforçam que informação, vacinação, exames preventivos e práticas seguras nas relações sexuais são medidas essenciais para reduzir a transmissão dessas infecções e, consequentemente, diminuir a incidência de diversos tipos de câncer associados a esses agentes infecciosos. 

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