Preço da cesta básica subiu em 27 capitais
Os preços dos alimentos essenciais voltaram a subir com força no Brasil e impactaram diretamente o custo da cesta básica, que registrou aumento em todas as capitais no mês de março. O levantamento, realizado pelo Dieese em parceria com a Conab, mostra que a alta foi generalizada, atingindo tanto grandes centros quanto cidades das regiões Norte e Nordeste.
Entre as capitais, Manaus liderou o ranking de aumento mensal, com alta de 7,42%, seguida por Salvador, Recife e Maceió, todas com elevações expressivas. No acumulado de 2026, os preços também subiram em todas as localidades pesquisadas, evidenciando uma pressão contínua no bolso dos consumidores.
Os principais responsáveis por essa elevação foram itens básicos da alimentação, como feijão, tomate, carne bovina e leite. O feijão, por exemplo, teve aumento em todas as capitais, influenciado por dificuldades na colheita e redução da oferta.
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Quando se analisa o valor total da cesta, São Paulo aparece como a capital com o custo mais alto do país, ultrapassando R$ 880, seguida pelo Rio de Janeiro e outras grandes cidades. Já os menores valores foram registrados em capitais do Norte e Nordeste, embora também tenham apresentado alta recente.
O impacto desse aumento é significativo para os trabalhadores. Em média, quase metade do salário mínimo líquido é comprometida apenas com a compra de alimentos básicos, exigindo cerca de 98 horas de trabalho mensal para garantir a cesta.
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Diante desse cenário, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para cobrir todas as despesas essenciais de uma família deveria ser mais de quatro vezes o valor atual, evidenciando a perda do poder de compra e o peso crescente da inflação alimentar no orçamento das famílias brasileiras.