Em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, instituto alerta para os riscos do desmatamento e ressalta a necessidade de proteger a floresta para garantir o futuro do planeta.
O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) aproveitou as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quinta-feira (5), para reforçar a relevância da Amazônia no equilíbrio climático do planeta e destacar o papel da ciência na busca por soluções para os desafios ambientais atuais.
Durante uma programação especial realizada no Bosque da Ciência, em Manaus, o diretor do instituto, Henrique Pereira, ressaltou que o INPA desempenha uma função estratégica na produção de conhecimento científico voltado à preservação da floresta e ao enfrentamento das mudanças climáticas.
Segundo ele, as pesquisas desenvolvidas pela instituição contribuem diretamente para compreender e combater três das maiores ameaças ambientais da atualidade: as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade e a poluição ambiental. O conhecimento gerado, de acordo com Pereira, serve de base para decisões e políticas públicas em diferentes escalas, desde ações locais até estratégias globais.
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Com quase sete décadas de atuação, o INPA mantém projetos em diversas áreas da Amazônia Legal, reunindo especialistas que estudam temas como biodiversidade, recursos naturais, desenvolvimento sustentável e impactos ambientais. A instituição também administra reservas experimentais e centros de pesquisa distribuídos pela região amazônica.
Entre os destaques da programação esteve o trabalho de conservação do peixe-boi-da-Amazônia, espécie exclusiva da região e considerada a única espécie de peixe-boi de água doce do mundo. No Centro de Reabilitação do INPA, animais resgatados recebem tratamento veterinário, alimentação adequada e acompanhamento técnico antes de serem devolvidos à natureza.
Atualmente, 54 peixes-bois estão sob os cuidados da instituição. Muitos chegam ao centro após serem vítimas da caça ilegal ou encontrados em condições de vulnerabilidade nos rios amazônicos. Além de contribuir para a preservação da espécie, o projeto também fornece informações importantes para pesquisas científicas e ações de conservação.
A programação também atraiu visitantes ao Bosque da Ciência, espaço de educação ambiental mantido pelo instituto. O local recebe mais de 140 mil visitantes por ano e oferece contato direto com a natureza por meio de trilhas, exposições e projetos educativos.
Henrique Pereira destacou ainda a importância das áreas verdes dentro dos centros urbanos, afirmando que o Bosque permite que a população perceba, na prática, os benefícios ambientais proporcionados pela floresta. Segundo ele, a diferença de temperatura entre o interior da área preservada e regiões urbanizadas próximas pode chegar a até 10 graus Celsius.
Durante o evento, o diretor também fez um alerta sobre os impactos do desmatamento e a necessidade de ampliar as ações de proteção das florestas tropicais. Ele lembrou que a Amazônia abriga milhares de espécies ainda desconhecidas pela ciência e que muitas delas correm o risco de desaparecer antes mesmo de serem estudadas.
Por fim, reforçou a importância do compromisso assumido pelo Brasil de zerar o desmatamento de florestas primárias até 2030, destacando que a preservação da Amazônia é fundamental não apenas para o país, mas para o equilíbrio ambiental de todo o planeta.
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Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente tem como objetivo promover a conscientização sobre a proteção dos recursos naturais e incentivar ações em favor de um futuro mais sustentável.