Com isso, fila de requerimentos de benefícios como aposentadoria e pensão desabou para 1,5 milhão. Meta do governo é atingir 1,3 milhão até setembro, um mês antes da eleição
O número de benefícios negados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cresceu cerca de 70% em 2026, enquanto a fila de pedidos em análise caiu para menos da metade. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, a média mensal de requerimentos indeferidos passou de 395 mil, entre janeiro e maio de 2025, para 668,6 mil no mesmo período deste ano.
Ao mesmo tempo, o estoque de processos pendentes recuou de um pico de 3,1 milhões de pedidos, registrado em fevereiro, para cerca de 1,5 milhão em julho. O governo atribui a redução ao aumento da capacidade de análise dos processos e afirma que a meta é reduzir esse número para 1,3 milhão até setembro.
Apesar do crescimento das negativas, o volume de benefícios concedidos também aumentou. A média mensal de aprovações passou de 608,6 mil para 683,8 mil, um avanço de aproximadamente 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ministério da Previdência afirma que a ampliação das análises permitiu acelerar tanto as concessões quanto os indeferimentos de pedidos que não atendiam aos critérios legais.
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Segundo a pasta, outro indicador considerado prioritário é a fila de processos com mais de 45 dias de espera. Esse contingente caiu cerca de 74%, passando de 1,88 milhão para aproximadamente 486 mil requerimentos. O prazo de 45 dias é utilizado pelo governo como referência para medir o desempenho do atendimento previdenciário.
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Mesmo com a redução da fila, especialistas destacam que o INSS continua recebendo cerca de 1,2 milhão de novos pedidos por mês, o que exige a manutenção do ritmo de análises para evitar um novo acúmulo de processos. O governo afirma que seguirá adotando medidas para acelerar o atendimento sem comprometer a aplicação dos critérios previstos na legislação previdenciária.