O governo iraniano segue “intacto", apesar dos ataques sofridos durante a guerra contra Estados Unidos e Israel. Em uma audiência no senado, a chefe da inteligência norte-americana, Tulsi Gabbard, destacou a possibilidade de Teerã reconstruir as forças armadas caso supere o conflito.
"Se um regime hostil conseguir sobreviver, é provável que empreenda um esforço de vários anos para reconstruir suas forças militares, seus arsenais de mísseis e suas unidades de veículos aéreos não tripulados", disse a chefe de inteligência.
Mesmo reconhecendo a possibilidade das forças iranianas se reerguerem, Gabbard afirma que o setor está “enfraquecido devido aos ataques à sua liderança e capacidades militares". Ela, porém, admitiu que o Irã não estava reconstruindo sua estrutura de enriquecimento nuclear, destruída após ataques israelenses e norte-americanos em junho de 2025.
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"Como resultado da Operação Martelo da Meia-Noite [Midnight Hammer], o programa nuclear do Irã foi aniquilado. Desde então, não houve esforços para tentar reconstruir sua capacidade de enriquecimento", completou.
O discurso contradiz o que foi falado anteriormente por Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos havia afirmado diversas vezes que ordenou os ataques de fevereiro ao Irã por causa de uma “ameaça iminente”.
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Na última terça, 17, um assessor de alto escalão de Tulsi renunciou ao cargo com a justificativa de que “não havia ameaça iminente”. Quando deputada, ela era contrária a uma guerra contra o Irã.