NOTÍCIAS
Meio Ambiente
Ipaam aplica multa de r$ 22,5 milhões à Mineração Taboca por suspeita de descarte irregular em rios no Amazonas
Foto: Divulgação

Fiscalização apontou alterações na água de afluente que passa próximo à Terra Indígena Waimiri-Atroari; empresa afirma que apresentará defesa.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou uma multa de R$ 22,5 milhões contra a Mineração Taboca após identificar indícios de lançamento irregular de resíduos em rios próximos à Terra Indígena Waimiri-Atroari. A fiscalização ocorreu no dia 7 de julho, no Complexo Polimetálico do Pitinga, localizado no município de Presidente Figueiredo.

 

A operação contou com a participação de equipes do Ipaam, da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e representantes do povo Waimiri-Atroari. Durante a vistoria, foram analisadas áreas apontadas como sensíveis devido à atividade mineradora.

 

Segundo o órgão ambiental, um dos pontos vistoriados foi o Rio Tiaraju, afluente do Rio Alalaú, onde foram registradas alterações na coloração da água, aspecto diferente do normal e aumento da turbidez. O Ipaam informou que registros fotográficos, vídeos e outros levantamentos técnicos foram anexados ao processo administrativo.

 

Veja também 

 

Derretimento das calotas polares só pode ser previsto com precisão para os próximos 50 anos, aponta estudo

 

UE proíbe destruição de roupas não vendidas para reduzir impacto ambiental e emissões de CO?

 

A Mineração Taboca recebeu o auto de infração e informou que irá apresentar defesa dentro do prazo previsto pela legislação. A empresa afirmou que a autuação possui caráter administrativo e não representa, por si só, uma comprovação definitiva de dano ambiental.

 

Em nota, a companhia declarou que os impactos apontados ocorreram dentro da área operacional da Mina do Pitinga e não no território indígena Waimiri-Atroari. A empresa também afirmou manter monitoramento contínuo das operações, ações de preservação ambiental e diálogo com os órgãos responsáveis pela fiscalização.

 

Além da multa, a Mina do Pitinga voltou ao centro das atenções devido à situação de duas barragens da Mineração Taboca, que aparecem no Relatório de Segurança de Barragens 2026 entre as estruturas que demandam maior acompanhamento por apresentarem potencial de dano associado.

 

Uma das estruturas, a barragem 81-01, consta no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (Snisb) com classificação de risco alto. As barragens são utilizadas para armazenamento de rejeitos de mineração e estão desativadas.

 

De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), estruturas incluídas como prioritárias são aquelas que apresentam necessidade de maior atenção dos órgãos fiscalizadores, seja por condições de conservação, pendências documentais ou cumprimento de requisitos previstos na Política Nacional de Segurança de Barragens.

 

A Agência Nacional de Mineração informou que a inclusão das barragens no relatório não significa risco imediato de rompimento, mas indica a necessidade de acompanhamento mais próximo das condições de segurança.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram 

 

A Mineração Taboca reforçou que todas as suas barragens passam por monitoramento, inspeções e manutenção periódica. Segundo a empresa, a classificação considera diversos fatores técnicos, como características da estrutura, idade, conservação e planos de segurança. 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.