Prévia da inflação sobe 0,20% no mês, com queda em habitação e transportes e pressão maior de saúde e alimentos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do país, registrou alta de 0,20% em janeiro, conforme dados divulgados nesta terça-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou levemente abaixo das projeções do mercado financeiro.
No acumulado de 12 meses, o índice avançou 4,50%, acima do centro da meta de inflação, mas ainda inferior ao patamar observado no período imediatamente anterior. Em dezembro, a variação mensal havia sido de 0,25%, enquanto, em janeiro de 2025, o IPCA-15 subiu 0,11%.
Economistas consultados pelo mercado esperavam uma alta mensal de 0,22% e inflação acumulada de 4,52% em 12 meses, o que confirma uma leve surpresa positiva nos dados divulgados.
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QUEDAS EM HABITAÇÃO E TRANSPORTES AJUDAM A CONTER O ÍNDICE
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, dois apresentaram deflação em janeiro: Habitação, com queda de 0,26%, e Transportes, que recuou 0,13%. As demais categorias registraram altas moderadas, variando entre 0,05% em Educação e 0,81% em Saúde e cuidados pessoais.
A retração nos preços desses dois grupos ajudou a conter uma aceleração maior da inflação no início do ano.
SAÚDE LIDERA AS ALTAS DO MÊS
O grupo Saúde e cuidados pessoais foi o principal responsável pela pressão inflacionária em janeiro. Com alta de 0,81%, o segmento teve impacto de 0,11 ponto percentual no índice geral, revertendo a leve queda de 0,01% registrada em dezembro.
O avanço foi puxado principalmente pelos produtos de higiene pessoal, que subiram 1,38% após recuarem no mês anterior. Os planos de saúde também contribuíram para a alta, com aumento de 0,49%.
Na sequência, o grupo Comunicação apresentou a segunda maior variação mensal, com alta de 0,73%, influenciada sobretudo pelo encarecimento dos aparelhos telefônicos, que subiram 2,57%.
Já os artigos de residência voltaram a subir após queda em dezembro. O grupo avançou 0,43%, com destaque para os itens de TV, som e informática, que tiveram aumento de 1,79%.
ALIMENTAÇÃO VOLTA A SUBIR APÓS MESES DE QUEDA
O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no cálculo do índice, acelerou de 0,13% em dezembro para 0,31% em janeiro. A alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses de queda e registrou alta de 0,21%.
Os principais aumentos foram observados no tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%). Por outro lado, alguns itens ajudaram a conter a alta, como o leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%).
A alimentação fora do domicílio teve avanço mais expressivo, de 0,56%, com elevação de 0,77% nos preços dos lanches e de 0,44% nas refeições.
TRANSPORTES RECUAM COM QUEDA EM PASSAGENS AÉREAS
O grupo Transportes apresentou deflação de 0,13% em janeiro, influenciado principalmente pela forte queda das passagens aéreas, que recuaram 8,92%. O transporte coletivo urbano também contribuiu para a redução, com queda média de 2,79%.
A retração foi impactada pela adoção da tarifa zero aos domingos e feriados em Belo Horizonte, que resultou em uma queda expressiva de 18,26% no preço médio do transporte público na capital mineira.
Apesar disso, houve reajustes tarifários em várias cidades:
Fortaleza: alta de 5,90%
Rio de Janeiro: aumento de 2,13%
Salvador: elevação de 1,15%
São Paulo: alta de 4,58%, considerando gratuidades nos fins de semana
Belo Horizonte: reajuste de 4,58%, também com tarifa zero em domingos e feriados
Belém: aumento de 3,73%
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Em contrapartida, Curitiba e Brasília registraram quedas nos preços médios do transporte urbano devido à ampliação das gratuidades.