A prévia da inflação oficial brasileira voltou a subir em setembro e trouxe sinais de pressão em diferentes setores da economia. O IPCA-15 avançou 0,70% no mês, depois de registrar deflação de 0,40% em agosto. O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que projetava alta de cerca de 0,53%.
Entre os fatores que chamaram atenção estão os preços dos alimentos e dos transportes. O grupo Alimentação e Bebidas teve alta de 0,40%, após recuar 0,57% em agosto. Dentro da alimentação no domicílio, o tomate subiu 20,76%, o arroz avançou 2,39% e as carnes ficaram 1,30% mais caras.
Nos transportes, a alta foi de 0,60%, com impacto de 0,12 ponto percentual no índice. O principal destaque foram as passagens aéreas, que ficaram 9,82% mais caras. Entre os combustíveis, a gasolina subiu 0,30% e o gás veicular aumentou 1,56%, enquanto diesel e etanol registraram queda.
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A maior pressão, porém, veio da habitação, que subiu 2,07%. A energia elétrica residencial avançou 7,42%, principalmente porque o desconto do Bônus de Itaipu, que havia reduzido as contas em agosto, deixou de ser aplicado. Com isso, o IPCA-15 acumulou alta de 3,82% em 2026 e chegou a 4,47% nos 12 meses encerrados em setembro.
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O resultado interrompe a sequência de leituras mais favoráveis observada nos meses anteriores e mostra que a inflação ainda enfrenta pressões em itens importantes do consumo das famílias. Além de alimentos e transportes, despesas pessoais subiram 0,96%, e