Cigarro salta 19,59%, e energia elétrica residencial cai 7,63%. No mês, índice ficou negativo, na maior deflação em quatro anos
O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, na primeira queda dos preços em um ano e a maior desde agosto de 2022. O resultado foi influenciado principalmente pela redução nas tarifas de energia elétrica, mas alguns produtos tiveram altas expressivas no período.
Entre os itens que mais pressionaram a inflação, o cigarro teve alta de 19,59%, a maior registrada pelo produto desde o início do Plano Real. O reajuste contribuiu com 0,11 ponto percentual para o resultado do IPCA e foi o principal destaque entre os produtos que ficaram mais caros no mês.
Na direção contrária, a energia elétrica residencial caiu 7,63%, principalmente por causa do bônus de Itaipu, que reduziu as contas de milhões de consumidores. A queda teve impacto de 0,33 ponto percentual no IPCA e foi determinante para que o índice terminasse agosto no campo negativo.
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Os alimentos também ajudaram a aliviar o custo de vida. O grupo de alimentação e bebidas recuou 0,34%, com quedas importantes nos preços da batata-inglesa, cenoura, cebola, tomate, ovos e café moído. Em transportes, as passagens aéreas caíram 13,17%, enquanto etanol, diesel e gasolina também registraram redução.
Apesar da deflação, alguns produtos ficaram mais caros, além do cigarro. Leite longa vida, frutas e carnes tiveram alta em agosto, mostrando que o comportamento dos preços foi diferente entre os produtos. No acumulado de 12 meses, o IPCA registra alta de 4,22%.
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O alívio registrado em agosto pode ser temporário. O bônus de Itaipu não deve se repetir na mesma intensidade, e a retomada das tarifas de energia pode pressionar a inflação em setembro. Outros fatores, como os efeitos do El Niño sobre os alimentos e a alta do petróleo, também estão no radar e podem influenciar os próximos resultados.