Majid Adineh foi condenado à morte após ser acusado de colaborar com Estados Unidos e Israel durante protestos contra o regime iraniano.
O governo do Irã executou, na manhã deste domingo (23), Majid Adineh, homem condenado por espionagem, sabotagem e crimes contra a segurança nacional. Segundo as autoridades iranianas, ele teria atuado em colaboração com os Estados Unidos, Israel e grupos de oposição durante a onda de protestos registrada no país no início deste ano.
Adineh estava preso desde 8 de janeiro, quando foi detido durante uma operação de segurança.
De acordo com a agência estatal iraniana Tasnim, o homem foi preso portando uma pistola, carregadores, munições, armas de choque, cartuchos de gás lacrimogêneo, uma serra elétrica a bateria e uma garrafa de gasolina.
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As autoridades afirmam que o material seria utilizado para incentivar ações violentas durante as manifestações que cobravam melhores condições de vida e criticavam o regime liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.
A agência também declarou que Adineh teria recebido treinamento de grupos de oposição instalados em um país vizinho e o classificou como integrante de um suposto “golpe americano-sionista”.
CONDENAÇÃO ENVOLVEU CINCO ACUSAÇÕES
O Tribunal Revolucionário de Karaj condenou Majid Adineh por cinco crimes relacionados à segurança nacional:
colaboração com grupos considerados hostis ao regime;
incitação à violência por meio de incêndios criminosos;
conspiração contra a segurança interna;
propaganda contra a República Islâmica do Irã;
posse ilegal de armas, munições e equipamentos proibidos.
Durante o julgamento, o réu negou ter atuado sob orientação de governos estrangeiros e afirmou que não pretendia utilizar a arma apreendida.
Após a conclusão do processo, a Justiça iraniana manteve a pena de morte e determinou também o confisco dos bens do condenado.
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A execução aconteceu neste domingo, em meio ao contexto de forte repressão às manifestações registradas no país ao longo do ano. Organizações de direitos humanos afirmam que milhares de pessoas morreram durante os protestos, enquanto o governo iraniano sustenta que adotou medidas para conter ações consideradas uma ameaça à segurança nacional.