Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11
O Irã rejeitou o plano de 15 pontos apresentado pelo presidente americano, Donald Trump, para encerrar a guerra iniciada há quase um mês entre EUA e Israel, exigindo novas condições para baixar as armas, interromper os ataques e liberar o Estreito de Ormuz. Autoridades em Teerã negaram oficialmente contatos com os americanos e indicaram que aceitar a proposta seria visto como uma declaração de derrota.
Um representante iraniano não identificado afirmou que o país encerrará a guerra apenas quando suas próprias condições forem atendidas, e que continuará a infligir “pesados golpes” ao inimigo, classificando as demandas de Washington como “desconectadas da realidade do fracasso americano no campo de batalha”.
Veja também

Guerra no Oriente Médio vira dor de cabeça para Trump e crise ameaça derrubar popularidade
O plano americano, revelado por fontes diplomáticas, previa o desmantelamento das capacidades nucleares iranianas, o fim do enriquecimento de urânio, a eliminação da rede de milícias aliadas no Oriente Médio e a manutenção do Estreito de Ormuz aberto. Em troca, os EUA ofereceriam a retirada de sanções, apoio a projetos de energia nuclear na central de Bushehr e eliminariam o mecanismo de retomada automática de sanções, o chamado “snapback”.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
Apesar das afirmações de Trump sobre diálogo com “o homem mais respeitado” em Teerã, os iranianos negaram qualquer negociação e afirmaram que a Casa Branca estava “conversando consigo mesma”. Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, disse que não houve negociações e acusou os americanos de usar notícias falsas para manipular mercados e tentar enfraquecer o regime.