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Iraniana é condenada à morte após confessar assassinatos de pelo menos 10 maridos
Foto: Divulgação

Investigação apontou que a mulher teria atraído homens idosos para casamentos temporários e cometido os crimes com motivação financeira.

Uma mulher de 56 anos foi condenada à morte no Irã após confessar o assassinato de pelo menos dez homens ao longo de quase duas décadas. Identificada como Kolthoum Akbari, ela recebeu dez sentenças de pena capital, além de uma condenação por tentativa de homicídio. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recurso.

 

O caso ganhou repercussão em 2023, após a morte de Gholamreza Babaei, de 82 anos, que havia firmado um casamento temporário com Akbari, modalidade conhecida no país como sigheh. Antes de morrer, o idoso contou aos familiares que era obrigado a tomar medicamentos para o coração e que costumava perder a consciência depois de consumir bebidas preparadas por ela.

 

Desconfiados das circunstâncias da morte, os filhos acionaram a polícia. A investigação levou à prisão de Akbari em setembro de 2023 e revelou um padrão semelhante em outros casos.

 

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Segundo as autoridades da província de Mazandaran, no norte do Irã, a mulher escolhia principalmente homens idosos, muitos deles viúvos ou que viviam sozinhos. Após estabelecer casamentos temporários que duravam cerca de três meses, ela teria administrado sedativos e álcool industrial às vítimas e, depois de dopá-las, cometido os homicídios por asfixia.

 

Em depoimento ao jornal britânico The Telegraph, Akbari afirmou não se lembrar do número exato de vítimas. “Eu os dopava e depois usava uma toalha”, declarou.

 

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As investigações também apontam que os crimes tinham motivação financeira. Conforme as acusações, a condenada se apropriava de dinheiro, joias, ouro e outros bens obtidos durante os relacionamentos. As autoridades informaram que o patrimônio acumulado deverá ser utilizado para indenizar as famílias das vítimas. 

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