Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso, deixou o regime fechado no sábado (24), em Manaus, após conseguir na Justiça a progressão para o regime semiaberto. Condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, ele foi recebido por familiares e amigos em meio a uma comemoração no salão de beleza Belle Femme, no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul da capital amazonense.
A decisão foi concedida na sexta-feira (23) pela Justiça do Amazonas, que considerou o cumprimento dos requisitos legais para a mudança de regime. Entre os fatores avaliados estavam a boa conduta carcerária, a participação em atividades de ressocialização e o aproveitamento em estudos e trabalho durante o período de detenção.
A redução de 364 dias da pena, reconhecida em razão de atividades educacionais e profissionais, incluindo a aprovação no Enem de 2025, contribuiu para antecipar o cumprimento do requisito de tempo necessário à progressão. Ademar deverá utilizar tornozeleira eletrônica e cumprir regras determinadas pela Justiça, como permanecer em casa durante a noite e nos fins de semana, além de não deixar Manaus sem autorização judicial.
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Ao chegar ao salão da família, Ademar falou com jornalistas sobre os anos em que permaneceu preso e reconheceu erros do passado. Ele também afirmou que pretende usar a experiência vivida para ajudar pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso de drogas. A recepção contou com abraços, cartazes e manifestações de apoio de pessoas próximas.


Fotos: Nete Santos
O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Djidja Cardoso, encontrada sem vida em maio de 2024, aos 32 anos. As investigações deram origem à Operação Mandrágora, que apurou um esquema relacionado ao tráfico de cetamina. Ademar e a mãe, Cleusimar Cardoso, estão entre os condenados no processo, enquanto a responsabilidade criminal pela morte de Djidja é objeto de apuração específica.
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A progressão para o regime semiaberto não significa o fim da pena. Ademar continuará submetido à fiscalização e às condições impostas pela Justiça, e o descumprimento das regras poderá resultar na perda do benefício.