Em entrevista exclusiva ao ge, Wesley Couto rebate questionamentos de torcida e imprensa, defende o modelo de gestão da SAF e afirma que, se quiser, fecha as portas amanhã, fecha
Com apenas sete anos de existência, o Amazonas se consolidou como um dos principais casos de ascensão do futebol brasileiro. Desde a fundação, em 2019, conquistou dois títulos do Campeonato Amazonense, um título da Série C e dois acessos consecutivos, chegando à Série B em apenas cinco temporadas.
O cenário, porém, mudou. Rebaixado em 2025, o clube iniciou a Série C deste ano com quatro vitórias seguidas, mas perdeu força e briga para conseguir uma vaga no G-8 após três derrotas seguidas. Fora de campo, a SAF acumula punições de transfer ban da Fifa, enfrenta ações de jogadores que alegam atraso de salários e convive com cobranças da torcida pela falta de esclarecimentos sobre a situação financeira.
Em entrevista exclusiva ao ge, o presidente Wesley Couto respondeu às críticas pela primeira vez. O dirigente minimizou os problemas enfrentados pelo clube, defendeu a forma como administra a SAF e afirmou que o Amazonas não mudará seu projeto para atender à pressão de torcedores ou da imprensa.
Veja também
.jpg)
Nadadora amazonense brilha no JEA's 2026 e garante vaga para os Jogos Escolares Brasileiros
Há sete anos, Manaus conquistava acesso histórico à Série C diante de mais de 44 mil torcedores
— Então a torcida não precisa se preocupar. O Amazonas não foi feito pra agradar ninguém, o Amazonas tem um propósito meu, exclusivamente meu, Francisco Wesley. Não foi feita pra agradar ninguém. A gente agradece as pessoas que nos apoiam, de verdade. A gente não agradece aquelas pessoas que vão lá na porta do estádio pedir ingressos e criticar — disse.
Ao defender a autonomia da diretoria, Wesley afirmou que todas as decisões sobre o futuro do Amazonas pertencem aos responsáveis pela SAF. Segundo ele, críticas externas não interferem na condução do projeto e aproveitou para fazer críticas à imprensa.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp, Canal e Telegram
— Se eu quiser fechar a porta do Amazonas amanhã, a imprensa, pode vir decreto presidencial, não vai fazer com que eu abra o clube, porque o clube é de dono, o clube é meu. E aí não tem nada o que falar, porque não sou obrigado a fazer o que a imprensa quer, o que o torcedor quer. Se eu fechar a porta do clube amanhã, acabou. Vocês vão voltar a falar de Flamengo, Vasco, Corinthians, Palmeiras no decorrer dos anos. Até há alguns anos atrás, os clubes amazonenses não passavam da primeira fase da Série D. E a imprensa local ficava aqui chupando dedo, sem fazer nada, atrás de outras pautas, campeonatos amadores — disparou.