Autodeclarada negra, Flávia Medeiros foi aprovada em concurso, mas excluída na fase de heteroidentificação; ela chegou a tomar posse em abril, mas governo publicou exoneração na semana passada
O Ministério das Relações Exteriores exonerou a oficial de chancelaria Flávia Medeiros após a comissão de heteroidentificação do concurso contestar sua autodeclaração racial.
A servidora havia tomado posse no cargo há cerca de dois meses, após aprovação no concurso público, mas acabou desligada depois que a banca concluiu que ela não apresentava características fenotípicas compatíveis com as cotas raciais previstas no certame.
Segundo a decisão da comissão, Flávia teria “pele clara, cabelos lisos e traços finos”. A internacionalista afirma que sempre se identificou como mulher negra e critica o critério utilizado pela banca.
Veja também

Lula entrega 576 apartamentos do Minha Casa, Minha Vida em Manaus
STF começa a julgar recursos de Google e Facebook sobre responsabilização das big techs
A ex-servidora também declarou que deixou um emprego estável e se mudou para Brasília para assumir o cargo no Itamaraty. Ela afirma estar enfrentando dificuldades financeiras e emocionais após a exoneração.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre os critérios adotados em bancas de heteroidentificação em concursos públicos no Brasil.