Jason Arday assume o posto de professor de sociologia da educação na instituição no dia 6 de março
O ex-professor da Universidade de Cambridge Jason Arday, de 41 anos, foi encontrado morto na tarde de sexta-feira (14), em sua casa, no bairro de Battersea, em Londres. A morte ocorreu poucos dias depois de ele deixar o cargo na instituição, em meio a acusações de plágio e questionamentos sobre sua trajetória acadêmica.
Arday havia assumido em 2023 a disciplina de Sociologia da Educação e se tornou o professor negro mais jovem a lecionar em Cambridge. Na semana passada, porém, anunciou sua renúncia após uma série de acusações feitas contra seus trabalhos acadêmicos. Ele negou ter cometido plágio e afirmou que vinha sendo submetido a um intenso escrutínio público.
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Em declarações anteriores, o professor reconheceu a existência de erros em trabalhos antigos e relacionou parte deles ao seu autismo. Segundo Arday, ele utilizava a imitação como uma forma de compreender informações e acreditava que um exame semelhante poderia encontrar problemas em trabalhos de outros acadêmicos.
A controvérsia também envolveu questionamentos sobre relatos de sua trajetória pessoal, incluindo uma corrida de aproximadamente 966 quilômetros e uma campanha que teria arrecadado milhões de libras para instituições de caridade. Posteriormente, Arday esclareceu que a corrida havia sido realizada em 12 dias, com períodos de descanso, e explicou que a arrecadação contou com a participação de outras pessoas.
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Jesus College, na Universidade de Cambridge, onde o professor Jason Arday dava aulas
Após a morte, autoridades britânicas prestaram homenagens ao acadêmico. O primeiro-ministro Andy Burnham pediu cautela e afirmou que não era momento para julgamentos precipitados. O prefeito de Londres, Sadiq Khan, classificou o escrutínio sofrido por Arday como uma “perseguição inaceitável e uma campanha de abusos”.
A Universidade de Cambridge também lamentou a morte. A vice-reitora Deborah Prentice afirmou que a instituição estava profundamente entristecida e enviou condolências à família e aos amigos do professor. A secretária de Educação, Lucy Powell, disse estar chocada e pediu que as pessoas se lembrassem de que havia familiares e pessoas próximas envolvidas na situação.
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Jason Arday foi encontrado morto em Londres
A família de Arday afirmou estar em choque com a perda e disse que uma “campanha de desinformação” havia sido demais para ele. Lord Paul Boateng, primeiro homem negro a integrar o gabinete de um primeiro-ministro britânico, também lamentou a morte e declarou que o racismo na academia é uma realidade que precisa ser enfrentada.
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As circunstâncias da morte de Jason Arday ainda estão sendo investigadas pelas autoridades. Até o momento, não foi divulgada uma causa oficial para o óbito.