Com o espetáculo “Elo”, a agremiação verde e preta somou 359,8 pontos e superou o Anavilhanas por apenas 1,2 ponto na apuração.
O peixe-boi Jaú, representado pelas cores verde e preto, conquistou o título do XXVII Eco-Festival do Peixe-Boi, realizado em Novo Airão, no Amazonas, município localizado a cerca de 200 quilômetros de Manaus. Com o resultado, a agremiação chegou à 12ª vitória de sua trajetória no festival.
Neste ano, o Jaú apresentou o espetáculo “Elo”, que levou à Lagoa do Peixe-Boi uma reflexão sobre a relação entre a humanidade e a natureza, com inspiração nos conhecimentos ancestrais e na cosmovisão dos povos originários.
A apuração das notas ocorreu nesta segunda-feira (2), no Anfiteatro da Praça Municipal Hugo Carlos Frederico. O Jaú alcançou 359,8 pontos, enquanto o peixe-boi Anavilhanas terminou a disputa com 358,6 pontos. A diferença entre as agremiações foi de apenas 1,2 ponto.
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As duas apresentações foram concluídas dentro do tempo regulamentar de duas horas, e nenhuma das concorrentes recebeu impugnação.
Para Thyago Cavalcante, integrante da Comissão de Arte do Jaú, a conquista representa a realização de um trabalho desenvolvido ao longo de meses de preparação. Segundo ele, o resultado também devolve à torcida verde e preta a alegria de celebrar mais um campeonato.
“É uma felicidade imensurável no coração! Deus nos abençoou e nos permitiu executar tudo o que estava planejado e exatamente da maneira que pensamos nesses meses de preparação. Tudo o que nasceu a partir das ideias da Comissão de Artes e, com a execução de nossos artistas, nos levou a mais essa conquista”, declarou.
Após o anúncio oficial e a entrega do troféu, torcedores, itens, integrantes da Comissão de Arte e membros da diretoria do Jaú foram às ruas de Novo Airão para comemorar o título.
ESPETÁCULO ABORDOU A CONEXÃO ENTRE HUMANIDADE E NATUREZA
Apresentado no último sábado (31), na Lagoa do Peixe-Boi, o espetáculo “Elo” foi dividido em cinco atos e teve como proposta discutir o afastamento do ser humano em relação à natureza.
Durante a apresentação, a agremiação defendeu que a humanidade passou a enxergar a natureza como algo separado de sua própria existência, contribuindo para o agravamento de problemas ambientais, políticos, econômicos e sociais.
Inspirado nos saberes dos povos indígenas, o espetáculo também provocou reflexões sobre os desafios contemporâneos e os impactos da degradação ambiental. A mensagem central destacou que a destruição da floresta afeta diretamente a vida humana, uma vez que as pessoas fazem parte do mesmo equilíbrio natural.
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Com a apresentação, o Jaú convidou o público a repensar sua relação com o meio ambiente e a reconhecer a importância de recuperar os laços entre sociedade e natureza.