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Joe Biden aciona Justiça para impedir divulgação de gravações pessoais feitas durante produção de livro
Foto: Divulgação

Ex-presidente dos EUA afirma que áudios contêm informações privadas e acusações sobre sua saúde mental reacendem disputa política.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, entrou com uma ação judicial contra o Departamento de Justiça norte-americano para impedir a divulgação de gravações de entrevistas realizadas durante a produção de um livro de memórias. Segundo a defesa do democrata, os áudios incluem conversas pessoais e informações consideradas privadas e potencialmente constrangedoras.

 

As entrevistas foram feitas entre 2016 e 2017 pelo escritor Mark Zwonitzer, responsável por colaborar na elaboração do livro “Promessa de Pai”, lançado em 2017. Grande parte dos diálogos abordava temas familiares, incluindo a morte de Beau Biden, filho do ex-presidente, vítima de câncer em 2015, além de episódios vividos durante o período em que Biden atuava como vice-presidente dos Estados Unidos.

 

Na ação, os advogados argumentam que qualquer cidadão, incluindo ex-ocupantes de altos cargos públicos, possui direito à privacidade em conversas pessoais realizadas dentro de casa. Eles também afirmam que o Departamento de Justiça tem a obrigação de proteger esse tipo de material quando obtido durante investigações oficiais.

 

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As gravações foram entregues ao promotor especial Robert Hur em 2023, durante uma investigação que analisava o suposto armazenamento inadequado de documentos confidenciais por parte de Biden. Após a apuração, Hur concluiu que não havia provas suficientes para acusar o então presidente de uso indevido das informações.

 

Apesar disso, o relatório do promotor gerou repercussão política ao descrever Biden como um homem “idoso, simpático e bem-intencionado”, mas com falhas de memória. A divulgação do documento aumentou a pressão sobre o democrata durante a campanha presidencial e foi apontada como um dos fatores que contribuíram para sua desistência da disputa pela reeleição em 2024, quando decidiu apoiar sua vice, Kamala Harris.

 

Até o início deste ano, o Departamento de Justiça vinha rejeitando pedidos de acesso às gravações. No entanto, em fevereiro, o órgão informou que pretende liberar parte do material à Heritage Foundation, organização conservadora ligada ao chamado Projeto 2025, associado ao governo do presidente Donald Trump.

 

Posteriormente, a Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes também solicitou acesso aos áudios e transcrições, incluindo o depoimento prestado por Biden ao promotor Robert Hur. Caso a Justiça não intervenha, o material poderá ser entregue já em junho.

 

A defesa do ex-presidente acusa o Departamento de Justiça de não adotar medidas suficientes para preservar a privacidade de Biden e de terceiros citados nas gravações.

 

Republicanos e integrantes da Heritage Foundation defendem a divulgação integral do conteúdo, alegando que o material pode demonstrar sinais de declínio cognitivo do democrata antes mesmo de sua chegada à Presidência.

 

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O deputado republicano Jim Jordan afirmou que a divulgação é importante para que a população tenha acesso às informações e possa avaliar o estado de saúde do ex-presidente durante os anos anteriores ao mandato. 

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