Chelsea Tantum começou a usar câmaras de bronzeamento aos 15 anos e recebeu diagnóstico de melanoma aos 28; antes de morrer, britânica passou a alertar sobre os riscos da exposição à radiação ultravioleta
A morte da britânica Chelsea Tantum, aos 30 anos, reacendeu o debate sobre os riscos do bronzeamento artificial no Reino Unido. Natural de Manchester, ela começou a utilizar câmaras de bronzeamento aos 15 anos e foi diagnosticada com melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele, aos 28.
Após descobrir a doença, Chelsea passou os últimos anos de vida compartilhando sua experiência e alertando outras pessoas sobre os perigos da exposição frequente à radiação ultravioleta (UV) emitida pelos equipamentos utilizados nesse tipo de procedimento estético.
A britânica morreu em 30 de setembro de 2026. Sua história ganhou repercussão pela rapidez com que o câncer avançou e pelo trabalho de conscientização que ela desenvolveu durante o tratamento.
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HÁBITO COMEÇOU NA ADOLESCÊNCIA
Segundo relatos atribuídos a Chelsea, o bronzeamento artificial começou como uma espécie de competição entre amigas, que tentavam descobrir quem conseguia manter a pele mais bronzeada por mais tempo.
Na época, ela tinha apenas 15 anos. A jovem afirmou que não teve a identidade verificada ao utilizar os equipamentos e que não recebeu orientações adequadas sobre os riscos associados à exposição à radiação ultravioleta.
Anos depois, veio o diagnóstico de melanoma em estágio avançado. A doença evoluiu agressivamente e, em aproximadamente dois anos, atingiu diferentes partes do corpo, incluindo a coluna vertebral, as costelas, a pelve, os pulmões e o fígado.
Poucas semanas antes de completar 30 anos, Chelsea recebeu a notícia de que o câncer também havia se espalhado para o cérebro.
BRITÂNICA TRANSFORMOU EXPERIÊNCIA EM CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO
Durante o tratamento, Chelsea passou a utilizar sua história para alertar sobre os perigos do bronzeamento artificial e incentivar outras pessoas a repensarem a exposição frequente à radiação UV.
Além de divulgar informações sobre os riscos do procedimento, ela defendeu regras mais rigorosas para o funcionamento dos estabelecimentos que oferecem câmaras de bronzeamento. Entre as medidas defendidas estavam a fiscalização mais efetiva e mecanismos para impedir que menores de idade tivessem acesso aos equipamentos.
A experiência da britânica também chamou a atenção para a importância de informar a população sobre os fatores de risco para o câncer de pele e os possíveis efeitos da exposição acumulada à radiação ultravioleta.
RISCOS DO BRONZEAMENTO ARTIFICIAL
A radiação ultravioleta pode provocar danos ao DNA das células da pele e aumentar o risco de câncer. O melanoma é uma das formas mais graves da doença e pode se espalhar para outros órgãos quando não é identificado e tratado adequadamente.
O uso de câmaras de bronzeamento artificial expõe a pele à radiação UV e está associado ao aumento do risco de câncer cutâneo. A exposição durante a adolescência merece atenção especial, já que os danos provocados pela radiação podem se acumular ao longo da vida.
O caso de Chelsea Tantum voltou a colocar em discussão a necessidade de fiscalização dos estabelecimentos, de proteção aos menores de idade e de campanhas que esclareçam os riscos desse tipo de procedimento.
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A história da britânica permanece como um alerta sobre as consequências que a exposição à radiação ultravioleta pode trazer à saúde e sobre a importância da prevenção e da informação.