Ruan Rocha Silva, ainda menor de idade, foi submetido a sessão de tatuagem forçada por dois homens que justificaram a ação como punição por suposta tentativa de furto de bicicleta
Um jovem que ficou conhecido em todo o país em 2017 após ser vítima de tortura e ter a testa tatuada com a frase “sou ladrão e vacilão” voltou a ser preso e acabou condenado pela Justiça de São Paulo por furto qualificado.
O caso mais recente ocorreu em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Diadema, no ABC Paulista, onde ele teria invadido o local e levado um equipamento usado na limpeza da unidade. O objeto foi recuperado pela Guarda Civil Municipal logo após a ação.
De acordo com a decisão judicial, o réu foi condenado a 2 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, com acréscimo de pena por reincidência. O juiz responsável pelo caso considerou o histórico de passagens anteriores e afastou a aplicação de penas mais leves, alegando que o valor do item furtado, estimado em cerca de R$ 400, não justificaria o princípio da insignificância.
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O jovem foi detido em flagrante e, segundo registros do processo, admitiu o furto durante o interrogatório. Ele afirmou que pretendia vender o equipamento para conseguir dinheiro.
O nome dele ganhou repercussão nacional em 2017, quando, ainda adolescente, foi agredido por dois homens após uma acusação de tentativa de furto de bicicleta. Na ocasião, ele teve a frase tatuada à força na testa, caso que gerou grande comoção e levou à prisão dos agressores por tortura.
Após o episódio, ele passou por tratamento médico, psicológico e procedimentos para remoção da tatuagem. Mesmo assim, anos depois, voltou a ter novas passagens pela polícia por crimes patrimoniais.
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O caso reacende o debate sobre reincidência criminal, vulnerabilidade social e o impacto de situações de violência extrema na trajetória de jovens em conflito com a lei.